* L 7/ Cs 9/ R 18

Sim, somos como um peixe filado no anzol, agitamo-nos, sacudimos a linha, damos esticões, mas não conseguimos compreender porquê um simples pedaço de arame recurvo foi capaz de nos prender e manter presos, talvez nos venhamos a soltar, não digo que não (…)

Ensaio Sobre a Lucidez, José Saramago

Aceitação calma e plácida do destino?

Sim, aceitação do meu destino e da possibilidade de fazer, ao mesmo tempo, as minhas escolhas.

[by the way, feeling strange]

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Primeiro dia no apartamento.

* L 6/ Cs 8

Um en é um laço kármico que dura uma vida inteira. Hoje em dia muitas pessoas parecem acreditar que as suas vidas são inteiramente uma questão de escolhas; mas, no meu tempo, nós víamo-nos como peças de barro que guardam sempre as impressões digitais de todas as pessoas que as tocaram. O toque de Nobu tinha feito uma impressão mais profunda em mim que a maioria das outras. Ninguém me podia dizer se ele seria o meu último destino, mas eu tinha sempre sentido o en entre nós. Algures na paisagem da minha vida, Nobu estaria sempre presente. Mas poderia isso na verdade querer dizer que de todas as lições que eu tinha aprendido, a mais difícil estaria ainda diante de mim?

Memórias de uma Gueixa, Arthur Golden

Será? Eu acredito. Nada melhor pode expressar o momento.

* R 17


["palácio" :D - não é como este]

[daqui: www.olhares.com]

* Cs 7

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Caloiro, s.m. estudante do primeiro ano de um curso superior [verdade; actualidade];
fig. Principiante de qualquer matéria, indivíduo acanhado [verdade?; actualidade?]
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* Cs 6


* Cs 5/ M 8

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Apetecia-me ser aquela criança que fui naquele fim de tarde de Fevereiro de 2006 (sei até o dia exacto que gostava de voltar)...

Apetecia-me voltar aquele dia e viver novamente a inocência que tinha, que tínhamos…
Estou a entrar no mundo dos adultos em todos os aspectos; é um facto que será consumado com a chegada a Lisboa no próximo sábado e cada vez mais consumado à medida que o tempo passe a partir desse dia.

Parece que este será o meu “AC” e o meu “DC”. Parece que estou a definir um “AC” e um “DC”. Quem sabe se será. Quem sabe se já foi ou se vivo no “AC”ou se vivo no “DC”…

Muito já se passou este ano e muito ainda se passará… Só queria ser, por mais um fim de tarde, aquela inocência que fui contigo naquela tarde de 2006. Queria aproveitar por uma vez mais, talvez última vez, a sensação de me saber inocente a muito.

Foi há 2 anos e a partir daí perdi muita daquela inocência, quem sabe quanta… Perdi-te, encontrei-te. Ela, a inocência, também se perde e se pode encontrar (nem que seja por mais um momento) como tu? Ou, uma vez meia perdida não há retorno possível?

Perguntas num mundo que ainda pareço descobrir inocente, tornar-se-ão em respostas num “mundo de adultos” ?
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* R 16/ L 5

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Claro que um sinal não quer dizer nada, a não ser que o saibamos interpretar.
Arthur Golden in Memórias de uma Gueixa
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Aquilo que sempre disse e que um escritor também disse; aquilo que eu quero conseguir fazer e acreditar; o que me faz seguir em frente, enfrentar e conseguir superar e também aquilo que me faz ficar mais feliz com as coisas boas.

* Cs 4/ M 7



[entardecer de 3 de Setembro de 2008, Açores;

qualidade não muito boa, pelo telemóvel]