18 de Janeiro (17h)
* Cs 26/ P 2/ R 20
* Cs 26/ P 2/ R 20
“É o país que nos deram… um país de bananas, governado por sacanas. É o país que temos…” – senhor (velho) na paragem do 750, Algés, por volta das 13h e sobre as condições da dita paragem.
Não, meu senhor. Não é “o país que temos” mas o país que SOMOS… E se somos um país de bananas como disse, a si, à sua geração também o devemos. Qual guerra colonial, qual 25 de Abril a que assistiram e do qual, supostamente, fizeram parte e comungaram das ideias de construção de um novo país…
Se somos um país de bananas devemo-lo aos jovens cheios de ideias novos, de ideais de mudança e construção de um mundo melhor – vá, de um país, pelo menos – (como nós agora) que, no entanto, “morreram”…
E o que quer de um país de bananas, meu senhor? É fácil! Eu, jovem (criança para si ou ainda causadora da desgraça moral, dos costumes, etc. – porque os jovens são-no, na opinião de grande parte das pessoas da sua geração) do século XXI, respondo-lhe. Quando num país são todos bananas, como é possível que os governantes não o sejam? Eu não comungo consigo o facto de sermos um país onde todos são bananas mas consigo-lhe explicar aquilo que não percebe. A diferença de nomeação entre “bananas” e “sacanas” deve-se a que, quando o poder sobre, os “elogios” instalam-se…
É esse país que nós somos… mas, e por mim, é esse o país que eu sei que não quero. Mas tantos antes de mim já o disseram (como o senhor concerteza também) e… vejam o que conseguiram. O nosso país é isto! E não “o nosso país tem isto”! Mas é isto que cada um pode mudar, lutando. Eu não sou iludida o suficiente para pensar que um dia pode tudo mudar… mas falo por mim. E falando por mim digo que este não é o país que eu quero ser.





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