areia *


Ao contrário do que possa parecer, eu não vou para nenhuma praia deserta e paradisíaca. Não vou ao Brasil, ou às Caraíbas. Não vou a sítio absolutamente nenhum.

Nem é pela praia que esta imagem está aqui. É antes, e apenas, pela areia. Sim, pela areia que é natural que exista numa praia (ou no solo). É natural que aí exista, estamos de acordo, certo?

Então porque é que é cada vez mais natural que a haja (e ocupe) no cérebro das pessoas, principalmente de uma faixa etária até aos, vá, 25 anos? É que não se pode, é demais, farta, cansa, enjoa, tudo, tudo, tudo.

Cabeças cheias de areia, sem neurónios, 'desertas' de tudo o que interessa verdadeiramente, puff!

* aka 'eu não tenho paciência para aturar crianças, sem juízo, sem pensamentos além de beber, rir, roupas, jantares, diversão'.

Obrigada A. por me teres 'aturado' hoje e por termos conseguido abstrair-nos o possível de toda aquela confusão.

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foto do olhares

foi só um pequeno susto

Que 'susto' quando aqui cheguei e isto estava tudo em inglês. Sim porque um blog com o nome the corner não soa nada bem (e mais outras coisas que tais).

rapariga do campo no campo não tem alergias. e na cidade? *

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São oficialmente 5/6 medicamentos (para além do que já era habitual desde há uns anos) que agora ando a tomar.
E porquê os últimos 2 (a partir de hoje)?
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Porque consta que eu, que nunquinha na vidinha tive qualquer alergia a qualquer coisinha que fosse, desde que vim para a cidade 'ganhei' alergias a alguma coisa. O ano passado lá pensava que era por causa da piscina ou da poluição ou whatever. Este ano parece que voltou e 'com mais força'.
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Lá, no 'meio do campo', sou resistente aos pólens de mil e cem flores, aos pêlos de tudo quanto mexe, às poeiras de qualquer coisa que 'povoam' o ar, etc etc.
Cá, no 'meio da cidade', ele é a poluição, são as poeiras, são os alergénios que nunca tinha contactado que me deixam com um ouvido à rasquinha, aos espirros e com o nariz entupido (Nasex vai ajudar).
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* ou porque é que alguém deseja um Sistema Imunitário normal (aka que não se ataque a si próprio e que faça a sua função assim só um bocadinho melhor do que o que faz)?

global&horóscopo *

Hoje o teu horóscopo (no global) dizia "Mercúrio retrogrado [seja lá o que isso for :S] traz de volta pessoas e situações do passado. Nesse pacote pode estar incluído um antigo amor."
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Achei curioso que 'soubesses'.
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(o meu falava de trabalho, de que vou estar motivada durante as próximas 4 semanas aproximadamente. bem precisava que assim fosse)
* se eu ligasse 'pivia' a horóscopos

oh f*ck!

Bem e daqui a 10 minutos lá tenho que arranjar mais uma forma qualquer de conseguir tomar duche.
Sim, que isto era uma perna/nádega/ whatever (com um enorme penso) à qual se juntou um ouvido.
O que virá agora para me "incapacitar" mais um bocadinho?
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(eu sei que incapacitar é uma palavra muito forte mas não me lembro de mais nada agora que sirva).

Plano D *

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E agora vou voltar a definhar ali para o farol.
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(modelo igual ao da foto mas sem a chaise long e em cinza)
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* para me referir a todos os planos que podia ter para um domingo à tarde mas não tenho;
esta semana por estar doente vá;
e D de definhar também.
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36 anos depois



36 anos.
Hoje, 36 anos depois, há quem diga que "precisamos de um novo 25 Abril", um dos capitães de Abril, Vasco Lourenço.
Mário Soares, outro histórico, disse que "muitos dos ideais de Abril foram seguidos."

Eu, que pouco sei (porque não vivi) do que antes do 25 de Abril era o país, só tenho a agradecer a quem o mudou e permitiu que eu e os outros da minha geração vivámos no estado actual. Pode não ser o melhor (e não há um Governo que o coloque nessa situação, nem quando forem os da minha geração lá) mas é LIVRE!

Quando me ponho a pensar que os meus avós (e os da geração deles) viveram os melhores anos das suas vidas com medo, com medo dos filhos que tiveram e que iam para a guerra e que podiam não voltar, com medo de que por dizerem X (e X literalmente) fossem presos, e por tudo, tudo e mais alguma coisa.
O meu pai podia ter sido um desses filhos que iam e que não voltavam. Felizmente não o foi e apenas porque fazia o aniversário que o atiraria para lá no mesmo ano do 25 de Abril, há 36 anos.

(eu tenho um pin comemorativo dos 25 anos do 25 de Abril; lembro-me perfeitamente de dizer à minha mãe que o iria guardar até que fossem os 50 anos, portanto em 2024 - passaram 11 anos, faltam 14 - e não sei como já se passaram 11)

que semana!

Dói-me um ouvido (direito) e a nádega/perna/whatever (esquerda).

Percorri km's para encontrar a farmácia de serviço e é a segunda vez que vou a uma farmácia em 6 dias.

Tenho a mesa com quase mais caixas de medicamentos e panfletos deles do que folhas e livros.

Andei em competição com as senhoras de 60 e tal anos para ver quem conseguia sair mais depressa do metro ou do autocarro e quem passava à frente a quem.

Demoro 15 minutos para a faculdade a pé e tenho que ir de autocarro.

E só tenho 20 anos.

(e hoje é domingo, que bom!)

só para colorir um bocadinho e desejar bom fim de semana *

* aka nada a dizer
foto do olhares

os açorianos ou como explicar (ou tentar) um punhado de coisas

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"Os açorianos sabem bem esconder os seus sofrimentos e tristezas... mas não precisas de o fazer. E também sabem esconder as suas alegrias." D.N.
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Eu faço-o mas não por ser açoriana (ou talvez até seja mas eu creio que não). Faço-o porque sempre o fiz, porque não faz parte de mim andar a anunciar ao mundo o que se passa. Faço-o porque não estou habituada a desabafar nem a falar muito sobre nada. E porque também, pelo que fui passando, sou capaz de passar dores, sofrer (mesmo fisicamente) em silêncio.

a ideia era esta, as palavras outras.

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Há um par de dias na 2, um médico famoso (não vi o nome do senhor) disse que sempre tinha transmitido às filhas a ideia de que, para se chegar o mais longe possível na vida, fazia falta saber falar inglês como se sabe português e, ainda, espanhol como segunda língua.
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O inglês lá se vai tentanto. A vez do espanhol também há-de chegar.

situação *

Ontem na farmácia, Julie entrega a receita, conseguida há mais de 1hora, depois de apenas e só o tempo necessário para chegar, mais morta que viva (talvez expressão exagerada), à farmácia junto a casa. Segue-se o diálogo entre Julie e a farmacêutica:

F - Isto é para si? *cara de surpresa*
J - Sim, é. *cara de sofrimento*
F- Então isso está mau! *cara de choque*
J - Pois está. *cara de sofrimento, parte II*

F- Precisa que lhe explique como tomar o antibiótico? *cara de simpatia*
J - Não, não é necessário. O médico já me explicou. *cara de "despache-se que quero chegar a casa e atirar-me à cama"*
F- Bem, e quanto ao anti-inflamatório também sabe como se toma? *cara de simpatia, parte II*
J - Sim, obrigada. *cara de "despache-se que quero chegar a casa e atirar-me à cama", parte II*
F - Então as suas melhoras. * cara de simpatia*
J - Obrigada. * caras de "ai, boa, estou quase em casa"/ "ai o car*lho da perna/nádega/ whatever"*




*aka explicação, se ela fosse necessária, para o brufen

dores *

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Depois de duas mensagens que ficarão em rascunhos durante um período desconhecido de tempo (possivelmente não verão a "luz" do blog) e de um brufen, vou conseguir acalmar as dores que sinto.
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* alma e fisicamente falando

oh, porquê?

E falando disto, a ideia seria ter escrito alguma coisa no fim da semana, no início da outra (quando voltasse de fim de semana) ou, máximo, quando chegasse a casa. Planos furados sobre isso. No fim da semana não deu, no fim de semana já sabia que não teria internet nem tempo para isso, no início da outra foi chegar, tratar da mala e voltar a casa e quando cheguei a casa não tinha internet como já falei algures.
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Bem, também não ia dizer muito mais para além de que tinha sobrevivido, embora com uma parte das coisas por fazer. Menos mal que até não foram muitas porque, modéstia à parte, eu até sou uma rapariga organizada e sem muito medo do que há para fazer, por mais que seja.
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A conjugação de todos os factores que expliquei para não ter escrito podem ter levado algum dos meus poucos leitores (recordo que o blog é primeiramente para mim) a achar que eu realmente tinha panicado tanto (amo sobremaneira esta palavra! XD), que tinha ido parar a uma qualquer casa de doidos, com sorte a mais próxima do dito leitor.
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Bem, e agora depois de ter escrito mais umas parvoíces por aqui, vou fazer coisas mais importantes. Acho eu.
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a net *

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Como é bom ter uma internet lenta ao domingo à tarde quando, à parte de estudar, não há quase nada que me distraia da neura do dia (da neura da semana, bem dito; que bela forma de começar a semana para quem considera o domingo o primeiro dia ou ainda que bela forma de acabar a semana para quem o considera o último e, neste caso, "the last (but) the least").
By the way, "não sei se ria, não sei se chore" como alguém muito inspirado disse algum dia. Comecei a pensar que era bom não ter quase internet, sem ironias. Mas depois acho que mudei de ideias porque é realmente uma chatice pagar o que pago pela internet e dar nesta situação.
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* ou como passar uns minutos sem fazer nada, ou como falar sobre nada num post de domingo à tarde - dia que, por si só, é um must de coisas interessantes para fazer (ou não).
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Alguém sabe?

Como é que eu aumento a largura das colunas do blog?
Assim de repente fiquei assustada pois parece que os textos que cá andam são enormes, gigantes, diria eu e isso é apenas ilusão de óptica do raio da largura das colunas.
Agradecida a quem me salvar.

e quando não há paciência para as obrigações ?

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E enquanto ganho/não ganho paciência para fazer o milhar de coisas que tenho para fazer, vou lendo uns blogs e descobrindo coisinhas como isto, da Lady:
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Tenho muita pena de não ser como aquelas pessoas um bocado doentes que dizem “Deus ma livre de sair de casa sem a cama feita!”. Eu, na melhor das hipóteses, mudo os lençóis uma vez por semana e é exactamente nessa altura que a minha cama se encontra feita. Depois nunca mais a faço. Não me dá jeito – nem de manhã nem à noite.
Na minha casa, loiça por lavar nunca falta. O cotão só me começa a enervar quando já anda a esvoaçar junto aos rodapés. Tenho sempre pares de sapatos espalhados pela casa. A minha secretária é uma vergonha: papéis, livros, facturas, cds, um cinzeiro por despejar.
De vez em quando tento melhorar a pessoa que sou (umas duas vezes por mês) e é então que visto uma t-shirt velha que diz “BEBE SUMOL!” e umas leggings para não parecer tão assexuada. Desce sobre mim uma fúria tão grande, que na loucura do aspirador e uns minutinhos nos dois metros quadrados da minha “casa-de-banho” a snifar sonasol misturado com lixívia, começo a esfregar as loiças e a cantar Cranberries (inióoor éeeeeed, itsinióheeeeed, zoooombê, zoooombê zooombê ê ê ê ê).
Chego ao final do transe das limpezas e juro a pés juntos que a partir daquele momento tudo vai mudar e terei sempre a roupa passada e arrumada, nada de migalhas no sofá e nem um borboto no chão para amostra, nem sombra de calcário nos azulejos do polibã!
Uma vez, fiquei tão convicta que cheguei a cumprir com as minhas obrigações domésticas durante três dias seguidos.

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Com as devidas adaptações, que um destes dias hei-de concretizar, até "encaixa" bem em mim.

FINALMENTE!

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Até cliquei no caps lock só para assinalar o facto de TER INTERNET!
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Cheguei aos Açores na 3f, dia 30 e desde essa altura que não tinha internet. O modem foi-se e os senhores da PT/Sapo esquecem-se que são ilhas e que ter lojas nas 3 principais mas não ter nas outras não é uma boa solução para as pessoas das restantes 6. Conclusão: os agentes cá não têm modems de substituição e tivemos que esperar este tempo. Se o meu rico irmão me tivesse dito, eu tinha trazido a minha bela net móvel e voilà...
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Enfim, contei a minha vida só para que se vejam alguns dos problemas das ilhas.
E entretanto já devo ter enchido a memória do telemóvel com notas de posts que quero escrever. Sinceramente, não sei é quando os vou escrever porque não tenho tempo mas isso é outra questão, para outra altura.