Hoje chorei que me fartei e não foi só a ver o Conta-me como foi.
O mundo é tão grande e eu conheço tão pouco. *
- quinta-feira, 24 de março de 2011
2f encontrei no supermercado uma colega minha da primeira faculdade (consta que esta zona é bastante frequentada, ehehehe, pelos estudantes de lá).
E o que isso me interessa, pergunteis vós?
Aproveito para dissertar sobre algo que ela me disse. Ela disse-me, e quem sabe do que falo já vai ver de quem falo, em resposta à minha pergunta sobre o que ia fazer de mestrado, que possivelmente não vai fazer mestrado ou que o vai fazer à distância porque está farta de Lisboa e quer voltar para os Açores.
E que é que isso tem? 2 coisas muito importantes. A primeira de todas não fazer mestrado. Não aprender mais, não se especializar numa área, ficar com um curso de 3 anos (em minha opinião bastante mal organizado pelo facto, principalmente, de este ser o segundo ano em que está adaptado a Bolonha e essa adaptação ter sido feita em cima do joelho). A segunda voltar para os Açores já. Eu respeito e admiro quem quer voltar logo (é diferente de quem acaba por voltar logo para fazer o melhor possível para a sua carreira), quem é capaz de voltar a mudar de vida (ok, voltar à antiga vida), principalmente porque eu não seria capaz. Eu seria capaz de voltar se isso fosse o melhor para a minha carreira (como P.) mas não quero voltar (logo) (o que, como já referi, é diferente).
Tudo isto para dizer que não seria eu este ano que estaria preparada para estar licenciada naquele curso e com pensamentos de voltar para os Açores (ainda mais para a ilha de origem - sobre isso também não preciso de falar porque já falei bastante).
* por muito estranho que possa parecer, mas caso vocês pensem vão encontrar exemplos assim, há várias pessoas que pretendem limitar a sua vida a apenas um par de sítios (já vos contei da minha colega de faculdade que está nesta porque é a mais próxima de casa dela? não, se penseis que falo do facto de ela viver em Lisboa/arredores e estar nesta faculdade estais enganados. falo mesmo de esta ser a que fica a menos tempo de transportes/carro de casa dela. é a mesma cujo namorado quer ir a Londres e ela não tem qualquer interesse em ir)
hoje apraz-me dizer
- quarta-feira, 23 de março de 2011
Normalmente não falo de política, de manifestações, greves ou outros temas semelhantes, não porque não os siga, mas simplesmente porque tenho o blog para falar do que me apetecer e não me apetece falar deles. Toda a gente o faz por mim em todo o lado. E também não gosto muito de expressar a minha opinião, não porque não seja capaz de argumentar por aquilo em que acredito mas porque é uma opinião muito pessoal apenas conhecida por quem eu quero.
Hoje, no entanto, não podia deixar de dizer que acho piada ao facto das pessoas pensarem que o Passos Coelho (direita) vai mudar tudo. A saber: não vamos ter o FMI, todos os licenciados vão ter empregos óptimos cá, os impostos vão baixar, bla bla bla.
Façam-se à vida. Reclamem menos e trabalhem mais. Aprendam línguas. Esforcem-se. Se fizerem isto nunca vão estar à espera que tudo caia de bandeja.
porque falta sempre algo
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Num momento em que muitas das coisas da minha vida parecem correr bem, faltam-me os beijos na testa e as mãos na cintura.
Não preciso de compromissos ou promessas de para sempres. Só preciso de gestos e atitudes. Está tudo lá, eu sinto.
Não preciso de compromissos ou promessas de para sempres. Só preciso de gestos e atitudes. Está tudo lá, eu sinto.
coisas IV
- domingo, 20 de março de 2011
Uma noite a observar a maior lua cheia dos últimos 18 anos (e a maior dos próximos 18) e a decidir o tema do trabalho de genética.
(como não podia deixar de ser vou estender roupa daqui a bocado)
contingências de viver sozinha/não estar em casa durante o dia/ter o tarifário bi-horário da edp/etc.
- quinta-feira, 17 de março de 2011
Daqui a uns minutos vou estender roupa à luz da lua. É uma das coisas que se podem fazer à luz da lua, não é?
It's called life. I
- quarta-feira, 16 de março de 2011
Já repararam que eu tenho uma grande tendência para estados depressivos, não já?
Pois tenho.
Ontem e hoje já estive bem mais animada. Era só para dizer isto.
It's called life all over again.
- segunda-feira, 14 de março de 2011
São 05:28 e se tivesse que ir para os Açores já me estaria a levantar. Estou a deitar-me.
edit ao post anterior: Tomei uma epidural e não uma anestesia. É que tenho controlo motor. Apenas deixei de sentir.
edit: Anyway, se sobreviver mais logo nas aulas é porque dormi duas horas durante a tarde.
It's called life all over again.
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São 04.30 e eu estou anestesiada. Deixei de sentir.
Vou tomar duche e dormir. É o que as pessoas fazem, não é?
It's called life again.
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São 03:02 e chove em Lisboa. Chove também cá dentro. E é uma chuva mais forte, mais ácida, daquelas que nos deixam sem fio enxuto, sem norte e sem estrada debaixo dos pés. Chove cá dentro porque me nego a perceber. Mas tenho que perceber. Tenho que entender que as coisas não vão mudar e tenho que arranjar outros motivos de alegria e dar menos importância a isto, simplesmente porque a outra pessoa não lhe dá a importância que eu dou.
Easy as the rain falling.
It's called life (and this night isn't a good night).
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Só quero não me lembrar.
Só quero ir.
Só quero ir menos.
Só quero sentir menos.
Só quero conseguir.
(P,V,SJ,S,PP)
Só quero desabar num choro reconfortante.
citações
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(…) mas aqui estamos a tratar com humanos, e os humanos são universalmente conhecidos como os únicos animais capazes de mentir, sendo certo que se às vezes o fazem por medo, e às vezes por interesse, também às vezes o fazem porque perceberam a tempo que essa era a única maneira ao seu alcance de defenderem a verdade.
Ensaio sobre a Lucidez, José Saramago
yaaptlaaftf IV
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Lembrei-me agora que o primeiro post do meu blog anterior foi escrito para ti, *E. Algures em Agosto de 2006, convém referir.
coisas III
- sábado, 12 de março de 2011
Estou, oficialmente, a ficar maluca.
Ontem ri-me para o telemóvel e saltei quando li uma mensagem.
Alguém adivinha o que se passa?
dúvida extremamente existencial e estúpida
- quarta-feira, 9 de março de 2011
Sabemos que somos atraentes para algo quando esse algo nos persegue para onde quer que vamos.
Pois, quando vivia na minha primeira casa cá em Lisboa asfaltaram a minha rua. O ano passado, nova casa, asfaltaram uma rua à direita do meu prédio. E este ano estão a asfaltar a rua junto ao 6.º piso do meu prédio.
Na realidade isto é bom. Mas a coincidência tem a sua piada. Pena é que cheire mal.
dias passados
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Ao contrário da maioria das vezes , vou falar especificamente sobre os dias passados.
Fiz uma escolha e não me arrependo dela.
2f fui para Vila Real, para a casa da A. O facto de já não a ver há uns 5 meses e de ela ser a pessoa que é para mim fez-me querer muito ir. Passei pelo Porto. Descobri que o Porto também tem sol, céu azul e consegui não me sentir perdida/lembrar-me que já tinha passado por ali (eu já sabia que o Porto era uma cidade bonita, ok?).
Depois Vila Real. Como gosto dos ares da cidade. São puros, são frios, são de Trás-os-Montes (as amoras sabem quem nos falava de Trás-os-Montes: das serras paradas à espera de movimento), são da serra.
Passeei com a A. Falámos como sempre de tudo aquilo que normalmente falamos por outros meios, já que ao vivo foi-nos demasiado cedo retirado esse prazer. Vimos filmes, "preguiçámos" muito porque ela estava doente, dormimos em conchinha. Nada de especial mas não precisamos de fazer coisas muito especiais para nos sentirmos bem.
Hoje foi com um aperto no coração que sai de casa dela. Foi com um prazer imenso que respirei o ar frio da manhã trasmontana. Teria lá ficado até ao autocarro seguinte a perder-me pelas ruas da cidade, a respirar, a aproveitar as pequenas coisas, a ver as pessoas. Eu gosto de observar (sem querer cuscar).
Decidi vir porque precisava de chegar cedo a Lisboa. E dessa decisão também não me arrependo. Vi o "Alto Douro Vinhateiro" pela viagem. Faz-me tanto sentido ter lido alguns livros e ter visto. Mais certeza tenho que um dia pego num carro e vou conhecer tudo ao pormenor.
São coisas pequenas. Nada de grandes cidades ou grandes viagens. Para já é o possível. E faz-me feliz.
Por outro lado tenho pena de não ter estado em Lisboa por causa de uma pessoa. Mas não estive. Escolhi e agora a responsabilidade da escolha é só minha.
Entre-os-Rios. 4/03/01
- sexta-feira, 4 de março de 2011
Passaram 10 anos. Há 10 anos, no alto dos meus 11, estava a ver televisão no quarto da minha mãe quando interromperam a emissão de uma qualquer telenovela para dar a notícia do acidente. É como se fosse hoje.
nós mudamos.
- quarta-feira, 2 de março de 2011
se alguém tivesse visto as minhas reacções em dois momentos da minha vida acharia que eram pessoas diferentes.
eu sou a mesma pessoa, pais, mano e amigos da faculdade, que vomitou num fim de tarde de verão por ter pisado um figo e que faz uma necrópsia com melhor humor do que se estivesse na praia (dispenso praia, recorde-se).
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