* O 37/ C 11

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Às vezes temos noção das coisas mas preferimos não pensar nelas. Até que algo nos faz pensar e desabamos. Caímos, choramos, precisamos de um abraço, fazemos trinta por uma linha, até que percebemos que há coisas que estão fora do nosso controle e que, nesses casos, a única coisa que podemos é deixar que aconteça o que está para acontecer. E depois de acontecer (ou de ir acontecendo), esperamos conseguir aguentar-nos ou, pelo menos, conseguir voltar, passado o tempo que for necessário, ao que eramos.
O problema é que, por vezes, não somos nós que mudamos com essas coisas que acontecem. São os outros. E ai é um pouco mais difícil que as coisas voltem a ser o que eram. Quem sabe se às vezes se perde completamente o que outra pessoa era... E o que nos faz falta nessa pessoa era o que ela era, não no que se está a transformar por coisas que não podemos controlar ou, sequer, dar opinião.
Caramba! Às vezes apetece dar um encontrão às pessoas e dizer-lhes 'acorda! tens a certeza que te queres transformar nessa pessoa?'
("Ela está cada vez mais exposta")
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