Há dias que merecem ser espancados, em vez de vividos, que merecem que se espezinhe o chão, em vez de o pisarmos, que se roube e cuspa o ar, em vez de o respirarmos, que se rasguem as esquinas, em vez de as dobrarmos, que se guilhotinem os segundos, em vez de os passarmos, que se fulminem as paisagens, em vez de as olharmos, que se arranque a língua aos sons, em vez de os ouvirmos, que se arrombe as portas, em vez de as abrirmos, que se esganem os sentimentos, em vez de os sentirmos, que se percam as coordenadas, em vez de as seguirmos.
Que se risquem as paredes do Mundo, que se esmigalhem os momentos para saciar a crueldade do acaso.
A bofetada, pela carícia, o martelar, pelo teclar, o berro, pela melodia, o não, pelo sim, a rotina, pela imaginação.
(...)
daqui
Que se risquem as paredes do Mundo, que se esmigalhem os momentos para saciar a crueldade do acaso.
A bofetada, pela carícia, o martelar, pelo teclar, o berro, pela melodia, o não, pelo sim, a rotina, pela imaginação.
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