* Cs 3

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"A cada momento, cada um de nós está a passar pelo processo de ser e de se tornar."
autor desconhecido
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* Cs 2

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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos." José Saramago

Essência, s. f. o ser, a natureza íntima das coisas; o conjunto das qualidades pelas quais um ser existe e se define; carácter distintivo; princípio fundamental; ideia principal; razão de ser;

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* Cs 1/ Mús. 1

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A vida tem destas voltas estranhas
Onde te prendes e te emaranhas
Faz-te tantas vezes rodar como um pião
E crava as garras no teu coração
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Mas depois...
P'ra te consolar...
Dá-te o céu e as estrelas, o calor e o mar..
Faz-te sonhar...
E faz-te morrer..
Mas deixa-te sempre, mais uma vez
Sarar as feridas e amanhecer...
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Amanhecer, Susana Félix.
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[ a vida tem destas voltas estranhas; voltas que voltam e voltam uma e outra vez, eternamente, em cada vida ... e ainda bem que voltam...
e isso lembra-me uma série tão grande de relações causa-efeito que só podem ter tido início no início dos tempos - "muitos mais do que aqueles que já vivemos". ]
*E
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* O 17

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NorthEastWestSouth

News é um monograma descoberto num simples boletim (cheio de erros!) sobre o Faial (com o título Azores)?


Será?

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* A 3/ L 4/ R 15

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"Os livros têm de estar sempre connosco, ao pé da mão. E alguns apagam-se quando estão ao pé de pessoas que não gostam deles."

Longe de Manaus, Francisco José Viegas.

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Aproveito uma frase deste livro para iniciar um tópico sobre umas dúvidas que me assaltam e (uma das muitas) incertezas que ando a ter.

O que levar na mala (na bagagem mais precisamente - conjunto de malas)?

É que há coisinhas das quais não me quero nem consigo separar. Podem dizer que sou materialista ou o que seja, mas é a verdade.

Por exemplo, vou deixar todos os meus livros para trás porque os 60kg de bagagem (3 pessoas) não me vão permitir levar "quase nada". Mas não queria. Quantas vezes muito tempo depois de ler um livro resolvo pegar nele para lê-lo, folheá-lo, tirar-lhe uma citação... ? Isso vai ter que ficar tudo atrás.

Cd's... ando a pensar em pôr tudo quanto é música que algum dia ouvi em cd no computador.

Sei lá... ando a ficar ansiosa (não sinónimo- ou quase- de rapidez) pela mudança. Não sei o que levar - o que é importante para a universidade, o que não é; é a primeira vez que passo por algo assim.

Acho que vou optar por levar aquilo que realmente me faz falta; sejam ou não coisinhas... (tenho é que me lembrar dos malditos 60kg)

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* R 14/ L 3

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"(…) afinal há é que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte."

Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago

Será preciso dizer mais alguma coisa? Assim como todos os posts que aqui coloco, este é também um espelho do que me vai hoje na alma.

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* O 16

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“Como as coisas simples nos fazem sorrir..."

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[devia ter sido publicado ontem - a falta de tempo não o permitiu; "recorde pessoal" de corrida + primeiro jantar para todos - feito sozinha]

* M 6/ R 13/ L 2

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Não podem imaginar que estão além três mulheres nuas, nuas como vieram ao mundo, parecem loucas, devem de estar loucas, pessoas em seu perfeito juízo não se vão pôr a lavar numa varanda exposta aos reparos da vizinhança, menos ainda naquela figura, que importa que todos estejamos cegos, são coisas que não se devem fazer, meu Deus (…) talvez tenhamos pensado mal delas injustamente, talvez não sejamos é capazes de ver o que de mais belo e glorioso aconteceu alguma vez na história da cidade, cai no chão da varanda uma toalha de espuma, quem me dera ir com ela, caindo interminavelmente, limpo, purificado, nu.

[Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago]

(qualquer coisa de fantástico este livro; qualquer coisa especial este excerto - tem uma luz, uma luz a interpretar - "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara"...)

* R 12

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Quando não temos mais nada a pintar numa tela da nossa vida, devemos pegar noutra e recomeçar a desenhar (depois repararemos que teremos tempo e vida para a pintar - e colorir de todas as cores) ...
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[uma defensora/crente de que as mudanças trazem algo/tudo de bom]
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* O 15/ * L 1

- Posso ver que tens uma grande quantidade de água na tua personalidade. A água não espera. Muda de forma e escorre à volta das coisas, e descobre os caminhos secretos em que mais ninguém pensou – o buraquinho através do telhado ou no fundo de uma caixa. Não há dúvida de que é o mais versátil dos elementos. Pode lavar a terra; pode apagar o fogo; pode desgastar uma peça de metal e varrê-la. Até a madeira, que é o seu complemento natural, não pode sobreviver sem ser alimentada pela água.
(…)
- Aqueles de nós que temos água nas nossas personalidades, não escolhemos os sítios para onde escorrer. Tudo o que podemos fazer é fluir para onde a paisagem da nossa vida nos levar.
- Calculo que eu seja um rio que embateu numa barragem.
- Sim, provavelmente isso é verdade – disse ela olhando para mim calmamente. – Mas às vezes os rios rebentam com as barragens.

[Memórias de uma Gueixa, Arthur Golden]

* R 11

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Dentro de vinte anos sentir-te-ás mais desiludido pelo que não fizeste do que por aquilo que fizeste. Desfralda as velas ao vento. Afasta-te do teu porto seguro. Aproveita os ventos. Explora. Sonha. Descobre. Vive!
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Mark Twain
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[de algum lado; não me lembro onde pois já está há algum tempo guardado]

adenda: Esta citação não é, para mim, contrária ao destino em que acredito. Trata-se de escolhas: escolher dentro daquilo que o destino nos proporciona o de que melhor achamos para nós. Sonhamos, descobrimos, exploramos e vivemos na mesma e, para mim, de forma mais optimista (acreditanto num destino).

* M 5

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Gosto de andar de pijama. Gosto de acordar cedo e sair de casa pelo fresquinho. Gosto de cheiro a café e a bolos (que não como). Não gosto de café com açúcar. Gosto de música. Gosto de passear. Gosto de estar junto ao mar. Gosto de mantinhas. Gosto de chá. Gosto de noites de verão. Gosto de sumos de fruta. Gosto do pôr-do-sol. Gosto do nascer do sol. Não gosto de provérbios nem de rimas. Gosto de aprender. Gosto de estar sozinha. Não gosto de me sentir sozinha. Gosto de pêssego, melão e morango. Gosto do Verão. Gosto do Inverno. Gosto de me sentar debaixo de uma árvore. Gosto de fazer caminhadas sozinha. Não gosto de caminhos intermináveis . Gosto de crepes com chocolate. Gosto de teatro e de filmes. Não gosto de coisas complicadas. Gosto do frio. Gosto de sol. Gosto da chuva (desde que não em demasia no meu cabelo). Gosto de iogurtes. Não gosto de queijo. Gosto de castanhas assadas. Não gosto de hábitos. Gosto de andar de barquinho. Gosto de histórias (e estórias). Não gosto de fast-food. Gosto de cenouras. Não gosto de ervilhas. Gosto de livros. Não gosto de chaves. Gosto de liberdade. Gosto de rir. Gosto de sorrir. Não gosto de manias. Gosto do vento. Não gosto de confusões. Gosto da noite. Não gosto do fim da tarde. Gosto de escrever. Não gosto de cópias. Gosto da felicidade. Gosto de silêncios. Gosto de cidades e de campos. Não gosto de prédios. Gosto de gatos. Não gosto de máquinas. Gosto de malas. Gosto de viagens. Gosto de momentos. Não gosto de brilhantismos. Gosto de cheiros de baunilha, caramelo e framboesa. Não gosto de cheiros fortes. Gosto de janelas abertas. Gosto de roupas. Gosto de movimentos (involuntários). Gosto de estrelas. Gosto de poesias. Gosto de chorar. Gosto de falar. Gosto de conversas. Gosto de cores. Não gosto de barulho. Gosto de coincidências. Gosto de acreditar no destino. Gosto que sorriam para mim (e sorrir de volta). Gosto de simplicidades. Gosto dos sentidos. Não gosto de certos sentires. Gosto de viver. Não gosto de me sentir morta.
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Gosto-te e gosto-me...
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[andam textos como este por muitos blogs; este é o meu]
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* C 1/ * M 4

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E: por acaso foi um momento lindo, n foi?
E:os bons momentos
E: recordam-se sp
(...)
E1: posso raptar-te já que já tenho a fama de ser raptora por ti
E1: quer dizer, de ti
(…)
E: vais-me raptar?
E1: eu consigo raptar-te. Não duvides!
E: consegues tudo
E: (ou não) :p
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[velhinho; é o que faz a insónia]
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*O 14

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Diz que falta (apenas) um mês.

[porque (apenas) me apeteceu assinalar isto]
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* M 3

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Noites de verão perfeitas
são as em que abro a janela do meu quarto,
pego no livro e na música,

e sento-me
[tenho aquelas conversas contigo].

E depois,
salto para a janela -
uma perna para a rua,
(a outra depois)-
sento-me no chão,
[converso contigo,
partimos à aventura…].

Volto à realidade,
entro pela janela -
uma perna fora,
e a outra (já) dentro de casa -
e sinto
(na mais completa das sensações)
a noite [tudo].
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* O 13/ R 10

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Descobri na ilha do Pico uma tasca (snack-bar) com o mesmo nome aqui do sítio.
“Oh my god!” Que raio de “ o cantinho” o tal. Que aspecto asqueroso!
Tenho que vos fazer prometer que me avisam quando este cantinho ficar com um aspecto semelhante (pior do que agora). Prometem?


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Muito agradecida,
A gerência

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* M 2

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Nem título, nem palavras, nem descrição, nem [quase] fotografias...
Simplesmente não há nada que consiga abarcar tudo o que se sente, vê e sonha naquele sítio.
Se vale a pena? Completamente!
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[montanha da ilha do Pico, 2351 metros acima do nível do mar, 9 de Agosto de 2008]
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(até introduzo uma nova "marquinha" - Momentos)
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* R 10

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"Existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra depois de atirada, a palavra depois de dita, a ocasião depois de perdida e o tempo depois de passado. "

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[dou notícias no domingo ou segunda; desejem-me sorte!]

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"Fazes-lhe bem."


[deveria ter sido publicado na passada segunda-feira mas não tive oportunidade de cá voltar mais tarde]

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* O 12

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[rastinhos de sol, céu, mar e ilha...primórdios de lua, estrelas, noite e mistério(s)...]
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(6 de Agosto de 2008, 21h, Picos,Sto. Amaro)

* R 9

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"Não tentes apenas alcançar o teu sonho, simplesmente alcança-o."
personagem William no filme Coração de Cavaleiro
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* R 8

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Se há algo que (já) aprendi nos meus 18 anos de vida [para muitos, pouco; para poucos, muito], foi que existem certas palavras que só fazem mal e males na nossa vida, e todas elas são mais subtis que morte, armas, terrorismo ou vida. Todas elas estão já gastas pelo uso que as pessoas delas fizeram ao longo dos tempos.

E preparei uma resolução (quiçá revolução): não as pronunciar. Palavras como "sempre" e "nunca" - e outras similares- estão num estado latente na minha escrita [e na minha vida].

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* O 11

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"- Tenho medo do chão.
- Queres dizer alturas.
- Eu sei o que quero dizer! O que nos mata é o chão!"
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(daqui: http://herpurplesky.blogspot.com/)
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* O 10

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[encolher de ombros (ao jeito de criança; o meu) e sorriso no rosto - e não dos de "esconder o desgosto" mas dos de ser uma "criança" feliz]
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* O 9/ R 7

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“Depois da tempestade vem a bonança”

É-o: no final da tempestade chega sempre a calma, a bonança que nos apazigua e acalma a alma e nos profere que estamos prontos para enfrentar uma outra nova tempestade...

E é tão boa essa sensação… Tal liberdade e tal vontade de sentir tudo isso. Prepararmo-nos para uma outra tempestade… E sermos felizes…

Porque a vida é isso: sempre foi e sempre vai, felizmente, ser.

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* R 6

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Tudo mudou. Deixou de fazer sentido o "para sempre" que usávamos (sem pensar) sempre (para nos lembrar o que éramos um para o outro) porque, simplesmente, fazia parte de nós.

Chegou o dia em que compreendi que o “para sempre” que sempre tínhamos usado para nos definir não fazia mais sentido… "nós" não fazíamos mais sentido. E comecei a existir sem ti. Eu recomecei a existir como eu, não como “nós” de que eu fazia parte… Recomecei a sentir a liberdade e a felicidade de existir realmente para mim e só para mim… Ser só eu nos meus dias bons e maus e reaprendi que a felicidade não é uma esperança do futuro, mas sim uma conquista do presente… E que, sem ti, estou a conseguir recuperar esse conceito e aplicá-lo.

Nesse momento percebi... Percebi que não estava (e não estou) preparada para viver um “para sempre” com ninguém, nem o quero simplesmente… Já tinham começado as interrogações, as dúvidas, as hesitações. Tudo sabes que já tinham começado… mas estavas escondido na tua concha, à espera… à espera que o que já tínhamos vivido nos (te) valesse…. Mas não valeu. Agora tu também o sabes.
Eu já estava a começar a perceber há algum tempo que “nós” já não conseguíamos fazer “o sentido”… Somos diferentes e insistirmos em "nós" não faz sentido... Eu não o encontro nem estou preparada para que ninguém me ajude a encontrá-lo... (Nem quero!)

A partir desse momento percebi que contigo só queria ser dois: tu e eu. O "nós" não existia e não valia a pena forçá-lo a existir… Até porque assim, assim estava (e estou) mais feliz. Pode não (te) ser fácil perceber, afinal parecíamos a ter tanto e, quase de repente, tudo mudou. Eu mudei. E tu também mudaste, embora não o percebas. E vais mudar sempre…

O ponto final foi quase imperceptível, mas está lá... Aquele momento, o momento em que o percebi, foi tão ténue… mas existiu e mudou tudo... Já ninguém o tira. E por muito estranho que pareça, basta pensar um bocadinho… E consegue-se perceber que tudo faz sentido.
Faz tudo tanto mais sentido que “nós”.
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(Já devia ter sido escrito e publicado há umas semanas)