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Gosto de andar de pijama. Gosto de acordar cedo e sair de casa pelo fresquinho. Gosto de cheiro a café e a bolos (que não como). Não gosto de café com açúcar. Gosto de música. Gosto de passear. Gosto de estar junto ao mar. Gosto de mantinhas. Gosto de chá. Gosto de noites de verão. Gosto de sumos de fruta. Gosto do pôr-do-sol. Gosto do nascer do sol. Não gosto de provérbios nem de rimas. Gosto de aprender. Gosto de estar sozinha. Não gosto de me sentir sozinha. Gosto de pêssego, melão e morango. Gosto do Verão. Gosto do Inverno. Gosto de me sentar debaixo de uma árvore. Gosto de fazer caminhadas sozinha. Não gosto de caminhos intermináveis . Gosto de crepes com chocolate. Gosto de teatro e de filmes. Não gosto de coisas complicadas. Gosto do frio. Gosto de sol. Gosto da chuva (desde que não em demasia no meu cabelo). Gosto de iogurtes. Não gosto de queijo. Gosto de castanhas assadas. Não gosto de hábitos. Gosto de andar de barquinho. Gosto de histórias (e estórias). Não gosto de fast-food. Gosto de cenouras. Não gosto de ervilhas. Gosto de livros. Não gosto de chaves. Gosto de liberdade. Gosto de rir. Gosto de sorrir. Não gosto de manias. Gosto do vento. Não gosto de confusões. Gosto da noite. Não gosto do fim da tarde. Gosto de escrever. Não gosto de cópias. Gosto da felicidade. Gosto de silêncios. Gosto de cidades e de campos. Não gosto de prédios. Gosto de gatos. Não gosto de máquinas. Gosto de malas. Gosto de viagens. Gosto de momentos. Não gosto de brilhantismos. Gosto de cheiros de baunilha, caramelo e framboesa. Não gosto de cheiros fortes. Gosto de janelas abertas. Gosto de roupas. Gosto de movimentos (involuntários). Gosto de estrelas. Gosto de poesias. Gosto de chorar. Gosto de falar. Gosto de conversas. Gosto de cores. Não gosto de barulho. Gosto de coincidências. Gosto de acreditar no destino. Gosto que sorriam para mim (e sorrir de volta). Gosto de simplicidades. Gosto dos sentidos. Não gosto de certos sentires. Gosto de viver. Não gosto de me sentir morta.
_Gosto-te e gosto-me...
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[andam textos como este por muitos blogs; este é o meu]
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6 invasões:
...e é tão bom termos um "eu" só nosso, não é?
p.s_Posso perguntar porque gostas de acreditar no destino?
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É sim.
Gosto de acreditar no destino porque gosto de acreditar que tudo o que acontece, acontece porque é bom - de uma forma ou de outra. Gosto de acreditar que qualquer coisa que aconteça pode ser boa e por isso é que estava destinada. E gosto de acreditar que se ela for menos boa, também está escrito no destino que vai passar.
É uma forma de ser mais optimista, acho.
E consigo sentir-me livre ao mesmo tempo porque tento sempre interpretar os sinais - talvez aqui esteja a minha forma de viver um livre arbitrio- tentar interpretar os sinais conforme acho melhor = sentir-me livre.
Talvez esteja confuso. Talvez consigas perceber.
E tu, acreditas no destino?
(Obrigada pelo comentário)
Consigo perceber, claro =).
Quanto à tua pergunta... se queres que te diga, não sei, já pensei muito sobre o assunto, já ouvi muitas opiniões... Ao contrário do que parece é um assunto muito complexo! A unica coisa que sei é que destino e livre arbitrio são duas coisas que não combinam ;)
Isto dava pano para mangas...
Até*
Eu tb gosto de acreditar no destino. Já me aconteceram determinadas coincidências, tão improváveis, sabes aquelas coisas que queres muito... mas que julgas impossível? gosto de acreditar que a ocorrÊncia de certos factos na minha vida me levam em determinada direcção, que eu posso optar por escolher ou não... não gosto de acreditar que vivências e ocorrências tão bonitas, acontecem apenas por acaso. Talvez seja uma ilusão. Na realidade eu não acho possível que exista mas gosto de pensar que talvez seja possivel..Talvez seja apenas uma maneira de sonhar... ;)
É Paula, é um assunto muito complexo.
Antes também achava que livre arbítrio e destino não se conseguiam "suportar" mutuamente. Agora consigo, na minha vida, combinar o destino com o livre arbítrio porque, como disse, o livre arbítrio passa por interpretar os sinais que o destino me dá da forma como acho melhor.
Isto é, por exemplo, vou viver para uma cidade em que não conheço ninguém. Calhou assim, o destino quis assim. Posso escolher sair de casa para conhecer novas pessoas, posso escolher passar o fim de semana noutra cidade com pessoas que conheço. Isto é, algo a que o destino me levou - que é concerteza o melhor para mim - permite-me escolher como fazer a partir daí - livre arbítrio.
Entendo-o assim. Talvez porque me dê jeito, talvez porque seja uma forma de ser mais optimista tendo a ideia que controlo a minha vida (dentro de poucos limites; porque, no exemplo que dei, pouco me limita- apenas viver na cidade).
Sim, tens razão. Dá pano para "muitas" mangas.
:-)
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Olá medusa! :D
Percebo perfeitamente o que dizes. Há coisinhas que julgamos tão impossíveis e que depois acontecem...
"gosto de acreditar que a ocorrência de certos factos na minha vida me levam em determinada direcção, que eu posso optar por escolher ou não..." - o que acho. Explicaste em poucas palavras aquilo que demorei um longo parágrafo a escrever no outro comentário. A "determinada direcção" que falas é, no exemplo antes, viver na cidade x. O que "posso optar por escolher ou não" é tudo o resto. - entendo assim.
:D
Sim, e concordo. É também uma maneira de sonhar. E acrescentaria ainda, uma forma de não nos sentirmos sozinhos nem desamparados (em toda a nossa vida).
[Muito Obrigada pelos vossos comentários]
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