Penso nos teus olhos, sei o que trazes no olhar. Os tons... verdes florestas me evocam, florestas onde me perdia, onde me perco… Cheira a rebentação das ondas, balanço eterno que te traz a mim e que te afasta ciclicamente. Mas eu sei que voltas sempre… (e é por isso que o cheiro dos teus olhos é o de mar). E quase consigo ouvir [sabes o som dos búzios?] o murmúrio das ondas lá, ao longe…
Toco-os com os meus dedos e sinto algo mais suave do que tocar no algodão mais puro que possa existir. São puros, têm um toque tão puro, tão límpido, tão verdadeiro.
Sei também o seu paladar. É doce, é salgado, é forte, é único… Sabes porquê? Porque cada vez que os recordo tenho ainda mais a certeza que eles te espelham.
Não duvides que, para mim, és das poucas pessoas que tem a capacidade de ser e transparecer.





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