11 de Julho, 11.30 p.m.
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Hoje senti-me completamente, e pela segunda situação na minha vida, como “peixe fora de água”. No curso (a outra situação), no entanto, ainda conseguia respirar, apesar de me ter custado. Hoje, no casamento, acho que estava mesmo com uma falta de ar que, caso não nos tivéssemos ido embora, tinha possibilidades de se tornar muitoooo grave.
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Tentando não falar tanto por metáforas, os casamentos não me dizem nada. Há pessoas, e eu vi-as hoje, que choram de alegria. Outras há que se emocionam, distribuem sorrisos por tudo e por nada, falam com todas as pessoas que conhecem (e cumprimentam as que não conhecem), forçam o riso, tudo para parecerem, ok e muitas estarem realmente, felizes ali.
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Que me perdoe quem tiver que perdoar mas eu não consigo estar feliz nem, porque sou assim, parecer feliz. Lá sorrio uma vez ou outra, lá digo um olá ou outro, porque sim, eu esforço-me!
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O facto de não pensar em casamento como algo que quero, o facto de odiar andar de vestido e de saltos (embora, tenho que admitir, as minhas sandaliazitas de cunha são umas queridas que não magoam), o facto de não gostar assim muito nem me sentir minimamente à vontade entre tantas pessoas são, resumidamente, os principais factores que não me fazem sentir lá muito bem em casamentos.
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Eu disse hoje aos meus pais durante o casamento “Eu sei que vocês não me levam a sério porque eu tenho metade da vossa idade, menos até, mas eu digo-vos, eu não me vou casar. Isto não me diz absolutamente nada!”
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Eu acho que não consigo descrever todo o desespero que senti hoje e penso que quem me conhece é capaz de perceber do que eu falo. Não consigo, acho, descrever toda a vontade de fugir dali a 7 pezinhos.
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De referir que este aspecto é dos da minha adolescência (adolescência como o momento em que construímos a nossa personalidade) que se mantém.
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Obrigada (pelo respeito pelo que eu penso)!





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