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30 de Julho (não houve tempo/net antes de hoje)
“Depois arranjas novos amigos na nova universidade. A vida é assim.”
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Não, desculpa mas não é.
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Lá por não teres dito directamente, eu percebi, pelo teu tom, que te referias a arranjar novos amigos e a esquecer os que já tenho. Desculpa mas a vida não é assim. Até porque a vida não é algo estanque, estático, igual para todas as pessoas. Não há um código, ou melhor – não me engano e sei que infelizmente isso não é assim- , não devia haver um código que dissesse que tudo tinha que ser de certa forma.
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Podemos afastar-nos e nós não somos crianças para saber que isso vai acontecer. Podemos não estar juntos todos os dias e nós também sabemos que isso vai acontecer. Podemos não falar todos os dias mas o que se passou nestes meses foi importante para todos nós e não se esquece só porque aparecem novas pessoas. E como não se esquece, constroe-se e depois volta a lembrar-se. Não digo que é desta forma que as pessoas devem viver afinal há bocadinho critiquei o código e agora estaria a criar um outro. Digo só que é desta forma que não esqueço as pessoas (e que as minhas pessoas não me esquecem) e provas disso, precisas fossem, eu poderia dá-las.
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Às vezes penso apenas que os mais velhos querem ensinar-nos o tal código só porque convém, só porque lhes é tão fácil dizer que a vida tem que ser assim e eles têm, pel’o código, o dever de nos ensinar a viver (sim, eu falo d’o código porque sei que ele existe).
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