* L 18/ O 43/ Cs 90

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‘Algumas crianças brincavam ao pé-coxinho, saltando sobre um desenho traçado a giz no chão, de casa em casa, todas com seu número de ordem, muitos são os nomes que deram a este jogo, há quem lhe chame a macaca, ou o avião, ou o céu-e-inferno, também podia ser roleta ou glória, o seu nome mais perfeito ainda será jogo do homem, assim de figura parece, com aquele corpo direito, aqueles braços abertos, o arco de círculo superior formando cabeça ou pensamento, está deitado nas pedras, olhando as nuvens, enquanto as crianças o vão pisando, insconscientes do atentado, mais adiante saberão o que custa, quando lhes chegar a vez.‘
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in O ano da morte de Ricardo Reis
José Saramago



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Apenas vai para aqui porque me faz tanto lembrar da minha infância. Faz-me mesmo lembrar das tardes da escola primária, dos jogos no pátio, dos bichinhos-de-conta que apanhávamos nos cantinhos dos jardins e guardávamos em pacotinhos de leite cortados, das brincadeiras nos pinheiros, dos jogos com os meninos, das festas de anos na cantina, de tanta, tanta coisaaa…
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E também, e como é óbvio, dos jogos da macaca desenhados toscamente, não a giz, mas com pedacinhos de telha que íamos ‘roubar’ no quintal da vizinha do lado esquerdo do pátio da minha escola primária.
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[foto do olhares, tirada aqui na terrinha pelo J.Radich]
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