Há bocado, antes de estar a adormecer e ser acordada como já contei, estava a pensar n' p. Comecei a pensar em tudo isso por causa de um post no blog da Neni (vide).
Conhecemo-nos há, mais dia menos dia, 5 anos. Eu, que sei datas para tudo e mais alguma coisa, não sei o dia em que nos conhecemos, não porque não tenha sido um dia importante mas simplesmente porque isto falhou. Já vi numa agenda (aka calendário de telemóvel) e penso que terá sido entre os dias 17 e 18 de Setembro. Só podia ter a certeza se conseguisse ver como foi o tempo nesses dias e comparasse com as memórias da trovoada dessa madrugada (não há-de ter estado trovoada na madrugada dos 2 dias).
Na altura só sei que me "salvaste". Foi o primeiro dia em que me salvaste. E lembro-me de falar de ti durante a madrugada. Não me lembro bem do quê. Passaram 5 anos e muito passou. Sei que também falaste de mim. E sei onde foi. E com quem.
Lembro-me de estar contigo onde nos conhecemos. E de falar contigo. E de perceber que estavas na universidade e que eu era apenas uma miúda a entrar para o 10.º ano. Disseste-me que eras de lá.
A partir daí a nossa vida mudou. Tu também sabes que sim. Há momentos em que percebemos que a nossa vida acabou de mudar.
Depois já me lembro de muitas datas. Não de todas, se calhar. Mas de muitas e de momentos (mais do que as datas):
- de uma vez (1.ª sozinhos?) que estivemos juntos e que a Cr. disse "Ninguém vai acreditar, ninguém vai acreditar que vocês não se beijaram.". Do que sentimos, das circunstâncias que nos rodeavam, da chuva, da nossa música que depois me deste (foi neste dia? sei que neste dia choveu), da inocência de ambos.
- do dia do 1.º beijo; de ter encontrado a C. depois e de ela me dizer que já há muito que não via um sorriso assim em alguém, muito menos em mim.
- do verão seguinte; do que passámos, de um dos melhores verões de sempre em muitos aspectos (não apenas os que se relacionam contigo); de ter sentido por ti (contigo) algo que não sabia o que era antes.
- de um dia de verão em 2007, dia esse sobre o qual te falei há pouco tempo, em que comecei a ver que talvez não valesse a pena lutar contra o que sentíamos;
- da noite (de verão) em que me voltaste a "salvar", em 2008; de te ter dito que não era certo, de não me dizeres nada mas de me calares; de me convencer que não era errado, que eras tu; do sítio, do que senti e que quis que durasse.
- do verão de 2008; do que me ajudaste, do que pensámos ser a vida a partir de setembro, dos dias em que "Saio pela janela, um pé dentro, o outro fora...", da música que ficou no meu ouvido durante tempo sem fim.
- do dia de setembro em que a vida (a minha e a tua, ambas) voltou a mudar.
- dos dias de 2009 em que estivemos juntos, das conversas de horas que descobrimos serem possíveis ao telemóvel;
- dos (poucos) dias de 2010 em que estivemos juntos (destes podem perguntar as datas que sei-as a todas); do que vivemos de cada vez que estamos juntos; de conversar como só o faço contigo.
Conheces-me quase melhor do que eu mesma. Por mais tempo que estejamos sem falar, por mais que pareçamos estar afastados, tudo volta. Voltamos. E somos ambos. Eu sei que também sou para ti.
E muito mais a ser dito. Mas não é necessário.
Ambos entendemos meias-palavras, palavras todas, poucas palavras, nenhumas palavras = silêncios. Ambos os valorizamos. Ambos ficamos contentes por eles existirem.
Tu "puxas" por mim. E sabes a importância que isso tem. E eu sei o quão importante é falares sobre a tua vida pelas horas que quiseres. E eu ouço. E tento perceber. E percebemo.
E entendemo-nos bem. Dizer apenas isso bastaria.





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