Para esclarecer os continentais:
O padeiro que falou na RTP1 há bocadinho sobre o facto da ilha do Corvo (Açores) estar sem abastecimento marítimo há 18 dias não é corvino mas antes micaelense, penso eu.
E aproveito para reafirmar a minha convicção da necessidade de se perceberem as contingências que alguns açorianos (e não me venham com o habitual "Até parece que a vida em todo o continente é igual e/ou fácil") passam. Porque mesmo que vivam no interior, por mais horas que levem até Lisboa e/ou Porto, por mais longe que seja o hospital, conseguem ir no mesmo dia. Nos Açores pode acontecer que não consigam ir. E é preciso que isso seja entendido. Além de que, pensemos, são 15€ de Sendim a Lisboa, por exemplo. São 250€ dos Açores a Lisboa. E não há alternativa (não podemos, ao contrário do que me perguntou uma colega, ir de carro*).
Cá está a ser "racionado" o açúcar porque toda a gente compra para o Natal. Lá está o açúcar mas também estão a faltar a fruta, os iogurtes, a farinha, etc.
Não somos nenhuns desgraçados nos Açores. Mas, reforço, temos contingências que precisam de ser percebidas para que não surjam mal-entendidos que prejudiquem toda a gente.
* Esclareço a conversa:
Eu - Não posso fazer exame na 2f, dia 20. Isso poderia significar não conseguir passar o Natal em casa porque de 16 a 22 os voos estão cheios.
Ela - E porque é que não poderias ir depois?
Eu - Poder, até podia. Deixando de lado o facto de não estar em casa há 2 meses, ir a 22 poderia realmente significar não passar o Natal em casa porque tenho que apanhar outro voo depois de chegar aos Açores para conseguir chegar a casa.
Ela - Porquê? Não podes ir de carro?
Eu - Não, M. Não posso. São ilhas e na ilha onde vivo não chegam os voos do continente.
Tudo me leva a crer que ela sabia que eram as ilhas. Poderia era pensar que eram ilhas tipo Austrália (LOL) em que faz sentido apanhar um avião para ir para outra cidade e não ir de carro. Ou então, sinceramente, não sei...





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