Irrita-me que pareças ter-te transformado numa pessoa igual às outras, a queixar-se do mundo e de tudo e de todos (principalmente de quem manda).
Irrita-me que te tenhas esquecido de partilhar as coisas comigo. Não sei se para ti era bom mas para mim era e muito.
Irrita-me que não tenhas sonhos mas antes planos. Irrita-me que não sejas capaz de pensar mais, de fazer mais por mudar de vida, de teres oportunidades e ficares a vê-las passar.
Irrita-me que sejas demasiado sério para a idade que tens.
Irrita-me que também (como eu) pertenças a uma geração que é como a pescada: antes de ser falhada já o é. Falhado é quem não faz nenhum para não o ser, atenda-se.
Irrita-me gostar de ti.
Irrita-me ter achado (e ainda, infelizmente, achar) que as coisas poderiam ser diferentes.
O que mais me irrita é mesmo, apesar de tudo, não me ligares nenhuma.
E irrita-me querer esquecer-te por tudo quanto é racional e lógico na minha vida e não querer esquecer pelo irracional, por estares tão cá dentro que não é possível, simplesmente.
(se leres saberás que é para ti; se sou bruta ou injusta é a tal coisa - dentro de mim existe bom e mau; para ti serei aquilo que mais alimentares. Pardon se isto soar - porque é - cliché).





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