Cá nos Açores também se soube o que estava a acontecer lá longe (na altura a 1 semana de navio).
Cá nos Açores o meu pai tinha 17 anos.
E cá nos Açores, nas primeiras eleições livres (em 1975) o meu pai levou um símbolo do PS para a enorme fila para votar no Largo da Igreja cá da freguesia. Foi um escândalo e não porque não se pudesse fazer campanha como acontece actualmente mas sim porque ele apresentou-se livremente socialista numa altura em que socialismo=comunismo=invasão da Rússia (muito resumidamente).
O meu pai não fez nada no 25 de Abril. Não era militar (ainda), não vivia em Lisboa nem saiu às ruas. Mas fez depois: foi ele próprio o que, apesar de já ser permitido, não era para todos porque quase nenhuns (pelo menos cá) tinham coragem de o ser.
O espírito de Abril foi isto.
(como eu gostava de ter vivido uns 6 meses da minha vida nos 6 meses que antecederam o 25 de Abril)





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