Sinto que preciso de falar sobre o que sinto para tentar alcançar alguma paz e conseguir, por fim, estudar.
Eu sinto-me sozinha. Sozinha porque tenho estado sozinha na última semana, com pouco contacto humano e também sozinha porque vejo muita gente sozinha mas feliz e mais sozinha me sinto.
Foi minha escolha viver sozinha por muitos motivos, como sabem aqueles que me conhecem. Não me arrependo. Gosto tanto do espaço só meu que, por condicionalismos da vida, nunca tive até aos 18 anos. Faz-me bem que não andem sempre a meter o nariz na minha vida (que não tem nada de interessante para meter o nariz, diga-se).
Gosto de não ter ninguém. Gosto da liberdade de não andar colada ao telemóvel por causa de alguém.
Mas depois há algo que me diz que gostaria de ter alguém que passasse as tardes de domingo comigo no sofá - ou as tardes de quaisquer outros dias. E lá vem o meu lado racional relembrar-me que estou melhor assim, que já tenho problemas suficientes para mim e assuntos para resolver comigo mesma antes de conseguir gostar de alguém.
E ai entras tu. Ai entra aquilo que falámos. Tu dizes que não és capaz de amar alguém. Eu por agora, pelo menos, também não sou. Tenho demasiados assuntos para resolver comigo mesma (se algum dia os resolver...). Tu compreendes-me. Já paraste de insistir que tenho que seguir em frente porque já percebeste que eu não quero ninguém. Estou tão presa quanto tu estás. Estamos presos por laços (e jogos) que ambos percebemos e que nos atrevemos a viver. Eu gosto assim. Tu também, ou estou enganada?





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