* Cs 51 / D 25 / R 28

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Andar por aí, à socapa (sem que isto queira dizer de uma forma malandra), a observar as pessoas, é uma forma quase brilhante de perceber muita coisinha. Andar na multidão é a melhor forma de a perceber, digamos mais explicitamente (mas andar não é deixar-se levar!).
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De facto há gente a funcionar maioritariamente no cérebro reptiliano. Outros tantos parecem não funcionar. E outros há que nem conhecem a existência de outras camadas para o fazer. Outros ainda funcionam porque vêm os outros a funcionar.
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Nem que fosse por perceber um pouco melhor como as coisas funcionam já teria muito mais que valido a pena viver este tempo aqui.
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O ano passado por esta altura não estava preparada para algumas situações porque precisava de viver algo que essas situações não me podiam dar. É certo, e eu sei, que muito mais tenho para aqui viver - viver não no sentido físico da questão - (e muito mais aqui posso viver) mas já me sinto preparada para essa mudança que o ano passado tanto medo de ser maioritariamente infeliz me dava.
Curioso... curioso porque esta mudança efectiva na minha vida (que aconteceu em Setembro) foi mais radical (digamos) do que a outra mudança que mais medo me dava. O facto de ver que, apesar da mudança, muitas coisinhas (as melhores? sim, muitas das melhores até então, pelo menos) não mudaram, também ajuda a que agora esteja a sentir-me preparada.
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Entretanto, enquanto não mudo(a)?? Entretanto, enquanto não mudo vou continuar a observar... (e depois de mudar também vou continuar a observar...)
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* Cs 50 / C 8/ M 25/ D 24

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Para dizer que há coisinhas que nos enchem o coração.
E são elas as coisas boas da vida.
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E para dizer que hoje estive com o coração cheio, cheio. Uma sensação magnífica, diria.
Por vezes sentimo-nos perdidos; depois e "com a velocidade de uma rajada de vento, tudo muda, tudo se transforma e damos por nós a viver uma nova vida". ;)
It's called life.
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[pensado ontem à noite/de madrugada (quase), relembrado hoje a ouvir uma música, durante a tarde, etc etc]
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Para minha menor felicidade, e porque me conheço e ao contexto (por assim dizer), este é um estado transitório.
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ps: ler como se a data estivesse a de 2f.
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* Cs 49 / R 27

Ando a "namorá-lo", ando.
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Normalmente não coloco este tipo de coisinhas por aqui por vários motivos:
- o primeiro, e mais importante, porque raramente tenho estas "manias" de ter alguma coisa. Acredito verdadeiramente que não é necessário pagar pelas coisas boas da vida e que as mais simples são-no, pura e simplesmente;
- outro, porque ando sempre a poupar os tostõezinhos todos que isto de estar fora de casa não é brincadeira;
- porque não tenho tempo, durante a maioria dos meses, de escrever alguma coisa por aqui, seja ela qual for;
- porque este é mais um blog de desabafos do que me vai cá por dentro e menos um blog de coisinhas mais fúteis, por assim dizer do iPodzito.
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[só porque não tenho lá muita sorte com os mp3 não quer dizer que vá ter azar aqui com o bacanozito e vá que é um "mp3 à séria!"; pronto, e agora que já contei isto para aqui vou mas é ver se durmo que não dá com nada estar aqui a esta hora com tanto para fazer amanhã - e durante as próximas semanas]
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* D 23 / M 24

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Com vocês também sou eu.
Não é que com outras pessoas não seja eu, mas com vocês sou mais porque me solto, porque confio em vocês, porque tenho mais confiança em mim.
É por isso que me farto de rir como se não houvesse amanhã; é um rir genuíno (não é que não seja com outras pessoas mas com vocês é mais intenso). É por isso que digo "piadinhas". É por isso que vamos falando sobre imensas coisinhas.
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É como eu disse há uns tempos (algures em Outubro/Novembro): já devia ter aprendido que tudo leva tempo, que as "coisas" não são simples e imediatas como um estalar de dedos... tudo acontece devagarinho mas no tempo certo. Com vocês está a ser assim.
Obrigada (porque é também graças a vocês que "Olho para a minha frente/ E vejo uma sombra diferente")!
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(hoje e depois destes dias precisava absolutamente de desabafar isto)
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* Cs 48 / D 22 / M 23

Trajei ontem.

Não é nada de especial até porque as serenatas foram uma confusão tão grande que só encontrei o meu padrinho. No entanto, fica registado.

Senti-me bem (tirando as dorzinhas nos pezinhos que eu para saltos sou uma maravilha).

* D 21

[devia ter sido publicada na 6f, 15 de Maio de 2009]


Hoje foi o último dia de aulas do primeiro ano de faculdade.

É certo que vou, sem dúvida, voltar a ter aulas no primeiro ano (porque vou mudar de curso) mas este será sempre o verdadeiro primeiro ano, aquele em que aconteceram imensas coisinhas pela primeira vez e que, também e principalmente por isso, me marcou como o fez.

Balanço? (Talvez seja um tipo de campo semântico).

Amizades inquestionáveis, crescimento, conhecimentos e experiências, "desenrascar", e muito mais.

(e cá vou andando durante mais uns dias)

* D 20/ M 22/ A 6

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"Zip tranca a barra, chip, come, cala, sorriso no rosto, esconde o desgosto, não percas o norte, faz-te forte, forte, forte!!"
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Acabei de falar com o meu pai e fiquei com lágrimas a cair pelos cantinhos dos olhos (atenta que eu não disse lagrimazitas ou lágrima pelo canto do olho). Tenho saudades, é inegável. Tenho saudades, tenho medo, quero ir para casa (se calhar).
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Às vezes tenho é medo que não "faça parte" como diz a Mafalda Veiga...
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[para não abafar as mágoas no meu vício e já que fiquei com menos "moral" do que a pouca que já tinha para estudar, vou mas é para a Baixa apanhar sol e tentar sorrir...]
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* Cs 47/ R 26

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[devia ter sido publicada na 5f, 14 de Maio de 2009, mas não tive mesmo tempo]
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Um dia talvez consiga perceber porque é que a vida é toda uma dicotomia entre o sim e o não, entre o verdadeiro e o falso.
Mas, sinceramente, não se constituirá um problema tentar perceber isso, nem ocupará muito da minha vida (porque há coisinhas que não devemos complicar).
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O que um dia eu gostaria realmente de perceber é o porquê de quando temos que tomar uma decisão (ou ir pensando em que decisão tomar) e temos três ou quatro hipóteses de escolha, apenas nos concentrarmos a pensar e considerarmos duas (também; como na dicotomia que é a vida).
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[+ T vs L, tb V vs B]

* D 19/ M 21 / O 27

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Procurem ser felizes.
A felicidade dá trabalho mas desde que queiramos mesmo e investamos, conseguimos.
Ter sonhos e cumpri-los... Fazer um percurso de significados porque ou somos presidentes ou somos porteiros. Evitar rotinas e momentos sem significado.
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Ter ambição porque tudo está em nós.
Encontrar/ter ombros amigos que nos ajudam a crescer (é diferente de nos aproveitarmos deles, atenção) é importante porque por vezes sozinhos podemos não fazer nada.
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Portas que se nos abrem... Se acreditamos, vamos... e chegamos.
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Elevar sempre os nossos standars e procurar sempre mais.
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[quem mais nos ensinou este semestre; a última aula de uma vida de professor; podemos achar que nem tudo pode assim acontecer mas ele diz que pode; eu vou fazendo por acreditar e viver as coisinhas como ele sempre nos transmitiu; não tenho capacidade de acrescentar mais nada ao que está dito simplesmente porque aqui está tudo; post prometido, hein?]
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* Cs 46/ D 18

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Hoje (sim, é a mesma coisa de dizer "Bom dia" à 1 da tarde - ainda não se almoçou, logo "Bom dia"; aqui ainda não se dormiu, logo "Hoje") tratei de roupa, limpei um bocadinho do apartamento, fui ao supermercado, estudei (a matéria toda para o teste de amanhã; devia dizer li), fui à feira do livro, caminhei durante 1h20m e fui pôr o lixo à rua (não tive tempo de ir pôr o da reciclagem).
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Sim, só para dizer que é este tipo de dias (ocupados!) que me fazem dizer que sou uma "super-mulher". Sim, porque não sou sequer um bocadinho de "super-alguma-coisa" (sou uma "super-nada").
E também para dizer que a ocupação é a melhor forma de passar o tempo e tentar não deprimir (esta segunda parte não é, obviamente, garantida - nem pelo que penso, nem pelo que experimento).
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Post-scriptum 1: Ontem fui dormir a pensar nesta última parte que escrevi. Não é fácil quando se está deprimido fazer alguma coisa; pelo menos eu quero é dormir para não me lembrar de nada. Isto leva-me a pensar que ontem não estava, pelo menos muito, deprimida.
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* Cs 45/ O 25

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Só para registar algo que aprendi por mim: as primeiras impressões (neste caso sobre pessoas, esses bichos raros) raramente são as mais acertadas.
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A prová-lo estão as duas experiências dos últimos tempos.
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* Cs 44/ O 44

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Verdade, verdade, verdade...
Foi planeado aos 15 anos; acabado de pintar aos 17. E não perdeu o significado que tinha aos 15 (daí que tenha acabado de o pintar; se tivesse perdido tinha pegado na tinta branca e pintado a parede toda ou então, conforme me sentisse, na rosa). Ainda não perdeu, não vai perder. Nem a frase nem o desenho.
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Coldplay numa das músicas que mais esperança me faz ter.
Espiral de pontos. Vida. Vida feita de momentos desconectados que têm intensidades diferentes, nos fazem sentir diferentes, nos marcam mais ou nos marcam menos, têm início nalgum lado,nalguma ponta de uma espiral que termina no infinito (o infinito nunca termina; eu sei, parece contradição o que eu disse então - mas é fácil, a vida não termina!). A nós cabe-nos fazer as conexões, percorrê-los (não em linha recta!), "saltar" de uns para os outros, lembrar de todos os que nos marcaram de certa forma (ou não marcaram; who cares?), ...
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Nota final 1: Um dia escrevo qualquer coisa ali nas reticências (mais alguma coisa, talvez mais acertada). Um dia em que aprenda mais um pouco do significado que a vida tem; um dia em que me aperceba que o que está pintado na parede do meu quarto em S.Jorge quer dizer mais do que o que já sei.
Nota final 2:Na altura da fotografia estava mais girlie do que está agora (já não lá estão as florzinhas).
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* O 23 / Cs 43

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Pequena dissertação sobre um tema pensado por toda-a-gente-que-"se-sente"
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Se há uns tempos, e quem me conhece sabe que é verdade, eu andava super feliz com a vida; agora, e para minha infelicidade, já não posso dizer o mesmo.
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Um conjunto de situações que se passaram no início e outras tantas durante o Verão, mais a chegada a Lisboa (onde, pelo menos inconscientemente, achava que ia ficar colocada e onde durante muito tempo, nos meus quase longínquos 16 anos - e digo-os assim porque imenso mudou desde aí -, acreditei ser o único sítio onde poderia ser feliz), conjuntamente com o início da faculdade, onde encontrei tudo o que encontrei (e foi muito, nunca me cansarei de o repetir), contribuiram em muito para esse sentimento de felicidade.
O facto de ter entrado sem utilizar o contingente (com o qual não concordava nem concordo), entrando assim onde a minha capacidade (reflectida nas notas do secundário) permitiu, também ajudou. E ajudou porque pelas primeiras vezes na vida acreditei, efectivamente, ter capacidade para alguma coisa.
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Esse sentimento, esse sentir foi, e não afirmo com certeza, da melhor que já passei na vida.
A comprovar isso estão os factos de ter conseguido controlar relativamente bem a minha doença neste período, achar que o tempo estava a "correr" super depressa (como se pode ver aqui --» http://oblogdajulie.blogspot.com/2008/11/cs-22.html), não ter extrema vontade de ir a casa no Natal porque as saudades não apertavam, não me sentir minimamente sozinha, etc.
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Eu penso que sabia nessa altura, e aqui vem a dissertação, que isso não ia durar muito tempo. Talvez achasse que podia prolongar esse sentimento (às vezes custa nomeá-lo e não o saber em mim agora), talvez tivesse uma pequena ilusão de que a minha vida poderia melhorar tanto que já não me lembrasse o que era estar nervosa, triste, a "arrastar-me" de um lado para o outro (e mais do que lembrar, sentir). Talves achasse que era capaz de me contentar com essa felicidade (durante mais tempo do que o que foi), talvez achasse que durante um tempo (que eu queria prolongado, ó se queria!) não tivesse que ir à procura de mais dela, ou talvez ainda não me tivesse preocupado a pensar nisso nessa altura... Sim, olhando para trás, foi mais isso.
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Agora, agora ando novamente "a caminhar", a percorrer "um outro caminho".
De cada vez que percorremos um caminho podemos afirmar que encontramos algo; já o disse, repito-o até à exaustão se preciso for. Eu encontrei, encontrei mesmo muito. Estive feliz, feliz, feliz... Encontrei pessoas, encontrei vivências, encontrei algo que não sairá da minha vida simplesmente porque não... Porque não porque não me vou pôr a pensar em explicações para isso. Já tenho demasiado em que pensar e há explicações como "porque não" ou "porque sim" que encaixam perfeitamente bem em coisas simples, coisas simples como não deixar "fugir" tudo o que encontrei...
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Nota final: Um dia talvez perceba porque é que há pessoas que não são capazes de pensar nas coisas. Um dia talvez perceba como é que elas são, pelo menos aparentemente, mais felizes.
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Post-scriptum: talvez devesse introduzir uma marquinha para Pensamentos...
Post-scriptum 1: depois de carregar nos "publicar mensagem" e "ver o blog", reparei que afinal isto não é assim uma dissertação tão pequena. bem, quem quiser que leia. por mim, e porque isso é dito ali ao lado e é verdade, isto é primeiro para mim; depois, depois para quem quiser.
Post-scriptum 2: O que é dito no post-scriptum 1 é tão verdade que me sinto mais aliviada depois de o deitar cá para fora. Isto significa que, realmente, o blog é primeiro para mim; primeiro para pôr para fora qualquer coisinha que esteja cá dentro de bom ou mau, de triste ou alegre, de todos os sentimentos/sentires/conceitos antagónicos que existem; primeiro para me sentir melhor.
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* Cs 42/ O 22

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Há coisinhas que preferimos nem confessar ao "nosso" espelho. O problema é que ele sabe-as sempre, mesmo quando não as confessamos. Parece que ele tem um dom de as adivinhar, ou então somos nós que as deixamos transparecer e ele, maroto como é, "apanha-as" e... e pronto...
E depois reflecte-as (como é a missão dele) para a nossa vida (mesmo quando não fomos nós que lhas contámos)...
E nós ficamos automaticamente a pensar sobre elas e a pensar no porquê dos espelhos (mesmo os "nossos") servirem para o que servem.
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Eu nunca fui muito com a cara dos espelhos (sem que cara seja qualquer tipo de referência à missão dos espelhos verdadeiros). E, ultimamente, tenho começado a não achar muita piada ao "meu" espelho... Pára de me fazer pensar (...), se faz favor!
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