* L 14

.

'a vida não é representável, até o que parece ser o mais fiel reflexo, o espelho, torna o direito esquerdo e o esquerdo direito'
.
in O ano da morte de Ricardo Reis
José Saramago
.

* L 13 / N 4

.
'... e tendo escrito não soube que mais dizer, há ocasiões assim, acreditamos na importância do que dissemos ou escrevemos até um certo ponto, apenas porque não foi possível calar os sons ou apagar os traços, mas entra-nos no corpo a tentação da mudez, a fascinação da imobilidade, estar como estão os deuses, calados e quietos, assistindo apenas.'
.
in O ano da morte de Ricardo Reis
José Saramago
.
Apenas porque, e ontem acabei por não o referir, me faz impressão que as pessoas não consigam perceber que há momentos em que 'devemos deixar o silêncio falar'.
Apenas porque há pessoas que têm medo de estarem caladas como se a mudez momentânea fosse sinónimo de que algo está mal com elas (não, não se preocupem que não é por não falarem que deixam de o poder fazer). Porque não conseguem perceber que, muitas vezes e em muitas situações, estar em silêncio é muito mais perfeito do que falar, do que dizer o que quer que seja. Tenham paciência mas não me convencem do contrário.
É também por isso que há momentos em que não respondo, não comento, não digo nada... é melhor não dizer, faz mais sentido não o fazer. E não o percebem!
.
Nos momentos em que se deixarmos 'entrar no corpo a tentação da mudez, a fascinação da imobilidade, estar como estão os deuses, calados e quietos, assistindo apenas' vivemos mais e aprendemos mais.
.

* Cs 89 / R 35

.

Ainda não consegui perceber nada disto, e volto a realçar que não é algo que me preocupe muito perceber, mas já consegui saber realmente o que quero daquelas letrinhas lá em baixo.
.
E também já sei que isto já não acontecerá assim porque já percebi, de uma vez por todas, que 'os meus sonhos não vão cair pelas saudades'.
.
Crescer é isto: mudar sem mudar, ir percebendo as coisinhas do mundo, ir percebendo e respondendo às nossas dúvidas e ir realizando os sonhos. Fácil? Não. Mas também não é difícil.
.

* Cs 88/ R 34

.

Devemos gostar muito (e orgulharmo-nos) do que somos capazes de fazer porque é o que valemos, o que somos capazes.
.
Nunca (note-se que usei claramente esta palavra!) devemos gostar muito ou orgulharmo-nos das coisas materiais que temos. Elas não significam que tenhamos feito algo, apenas que temos algo, e já dizia o Pessoa que possuir é perder.
.
Como tudo isto me faz confusão é indescritível. Não conseguir sobreviver no seio de pessoas que pensam assim faz-me claramente infeliz.
.

* N 3

.

Puff, por tudo isto, haja cabeça cheia (de neurónios quase a morrer, e alguns já mortos) e falta de paciência! E vontade de 'atirar' e responder torto a todos. (Ver aqui ----» http://oblogdajulie.blogspot.com/2009/07/cs-77-p-12-d-45.html)
Pode parecer que não sou verdadeira mas nada me faz mostrar o que não sinto ou ser o que não sou! Já o dizia a professora Ana Paula quando dizia que "há dias em que ninguém pode falar com ela".
-
Que atrofio vai na minha cabeça! Preciso mesmo de outros ares, de voltar para onde me sinto melhor, de pessoas que me fazem sentir bem (não que cá não tenha algumas), de sóis e não de noites escuras, de (re)encontrar o meu palácio encantado da Ventura, de sorrisos de desconhecidos (ou simplesmente de ver desconhecidos)...
.
(Parece-me que a marquinha Necessidades vai ser assim muito pró usada nos próximos tempos)
.

* N 2 / Cs 87/ R 33

.

Aprendi na faculdade que devemos evitar os "momentos sem significado" pois "a mente não gasta pelo uso mas atrofia pelo desuso". E agora estou a viver completamente num momento sem qualquer significado. Nada me prende aqui (exclui-se uma pessoa da minha família; os amigos estão noutros sítios que não cá durante a maior parte do tempo): as conversas são sempre as mesmas (até os adjectivos usados são os mesmos); basicamente não aprendo nada aqui. E estar assim, para mim, é do que me faz mais infeliz.
É por tudo isto, mas eu ainda não o sabia, que estive tão feliz nos, principalmente, primeiros tempos que vivi em Lisboa.
Aprendi a observar as coisas, a estar caladinha num canto. E é assim que quero viver. Sem ninguém (só quem eu quiser) a espreitar a minha vida, com as pessoas que sabem conversar e que me ensinam algo sempre.
..

* D 51

.

Balanço destes 2 dias: Aprendi mais um bocadinho (de geologia) e conheci mais um bocadinho do mundo que 'está à minha frente' (em sentido literal).

Observei mais um bocadinho e conheci mais algumas coisas (outros posts).
.
No entanto, estou com uma falta de paciência para toda e qualquer coisa, estou triste, só me apetece chorar (alguns motivos no próximo post).

.

* Cs 86/ N 1

.
É apenas um (grande) desabafo!
Preciso de sair de Portugal este ano ainda. Alguém quer acompanhar-me?
(Londres está no topo das preferências)
.

* C 14

.
Conversas que vão fluindo até o tempo deixar de fazer sentido. Conversas que fazem pensar, quando olhamos o relógio, que as coisas boas da vida são assim, com calma e serenidade. Conversas em que somos nós porque falamos de nós.
.
É bom, bom, bom! (E ultimamente têm existido)
.

* Cs 85/ O 30

.

o vai e vem de um baloiço, as gargalhadas que arranca a meninas que crescem sem pensar, mudam sem mudar, vivem naquele momento sem olhar para o relógio
.
[R, 14 Agosto 2009]
.

* M 38 / C 13/ D 50

.
Conversas que vão fluindo até o tempo deixar de fazer sentido, olhares e sorrisos cúmplices de quem sabe o que os outros estão a pensar, abraços e mimos de quem os precisa mas também os sabe dar, piadas que só fazem sentido porque somos amigos de tanto tempo, momentos recordados no presente porque foram partilhados num passado que não se esquece, sonhos confessados (às vezes não a todos), segredos ditos em vozes baixas algures a meio de uma música, alegrias duplicadas quando um está feliz, rituais de jantares, gargalhadas que não parecem terminar, altas, verdadeiras, felizes…
.
‘todas as pontes que nos ligam aos outros de forma espontânea e honesta’
;)
.

* Cs 84/ S 8

.
.

[de um dos meus diários; aos 10/11 anos - uma das alturas em que queremos ser tudo, bem quase tudo - que eu não queria ser astronauta nem dentista ou pedreira-, mas está lá e ninguém o tira;
ontem lembrei-me de ir aos meus diários de criança e encontrei isto]
.

* D 49/ S 7

-
às vezes não consigo evitar de pensar (e é bom não conseguir!) que vivo num
.
'mundo de colo-rir'
;)
.
há dias em que ando mesmo feliz com as perspectivas para o futuro próximo. ;)
.

* Cs 83 / M 37

.
Hoje ouvi Rita Redshoes (Dream on girl) no supermercado.
.
Pequenos nadas. :)

* Cs 82

.

'Contudo, no fundo... no fundo... sinto que se nalgum momento da nossa vida não estivermos pertinho vamos procurar-nos sempre noutras pessoas.'
.
.
Porque, irresistivelmente, procuramos as pessoas que nos são mais noutras pessoas. E porque contigo é assim - porque me és tanto.
.

* D 48/ S 6

Foi há 1 ano. :)
'As coisas que nos levam a dizer que estamos a viver a vida e a saboreá-la ao máximo.'

* Mús.6





Apenas porque sim. Porque gosto, porque me faz sorrir.

* Cs 81 / C 12


A propósito de e de (e, principalmente, da forma como me sentia), lembrei-me ontem (6f) de algo que me disse a professora de Português do Secundário ao ver uma fotografia minha com uns 8 anos:
'Tens os mesmos olhinhos! É verdade, tens os mesmos olhinhos tristes.'
.
Na fotografia eles eram tristes porque sempre o foram, acho eu. Na altura ela referia-se aos meus olhos tristes, tristes por outros motivos. Hoje, bem hoje são também maioritariamente tristes apesar de, e felizmente, já saberem bastante o que é ser (bastante) feliz (na altura da fotografia e quando a professora me disse aquilo também já saberiam o que era ser feliz mas de forma diferente).

* O 38

Consegui acertar com as opções para colocar as formatações de jeito por aqui! :)
Mudei a hora. Isto faz com que se não me lerem a partir das ilhazinhas (GMT -1h), tenham que fazer o devido acerto para a vossa hora.

* O 37/ C 11

.
Às vezes temos noção das coisas mas preferimos não pensar nelas. Até que algo nos faz pensar e desabamos. Caímos, choramos, precisamos de um abraço, fazemos trinta por uma linha, até que percebemos que há coisas que estão fora do nosso controle e que, nesses casos, a única coisa que podemos é deixar que aconteça o que está para acontecer. E depois de acontecer (ou de ir acontecendo), esperamos conseguir aguentar-nos ou, pelo menos, conseguir voltar, passado o tempo que for necessário, ao que eramos.
O problema é que, por vezes, não somos nós que mudamos com essas coisas que acontecem. São os outros. E ai é um pouco mais difícil que as coisas voltem a ser o que eram. Quem sabe se às vezes se perde completamente o que outra pessoa era... E o que nos faz falta nessa pessoa era o que ela era, não no que se está a transformar por coisas que não podemos controlar ou, sequer, dar opinião.
Caramba! Às vezes apetece dar um encontrão às pessoas e dizer-lhes 'acorda! tens a certeza que te queres transformar nessa pessoa?'
("Ela está cada vez mais exposta")
.


* P 14

.
Onde é que se guarda a chave do chaveiro?
.
Sim, é uma pergunta parva (e por isso leva a marquinha Preciosidades). Respostas?

* D 47

.

Hoje (2f), isto e isto (último parágrafo).
Obrigada a ti e a ti!
*E
.

* L 12/ O 36

A grande cidade era uma verdadeira escola, a cada dia descobria muita coisa nova.

in Predadores

Pepetela

* Cs 80 / C 10

.

2 de Agosto 1 p.m.
.
Incrível como é possível estar a falar com dois amigos sobre o mesmo tema. Incrível como é a existência de tantas coincidências. Incrível a forma como sinto saudades daquilo que não tenho (e não me refiro a pessoas).
.

* M 36 / D 46 / A 7

.

1 de Agosto 10 a.m.
.
Faltam 30 dias para a acabar o mês. Tanto?!? Será normal pensar assim?
Porque há alturas em que só nos apetece chorar.
.

* Cs 79/ P 13 /R 32

.
30 de Julho (não houve tempo/net antes de hoje)

“Depois arranjas novos amigos na nova universidade. A vida é assim.”
.
Não, desculpa mas não é.
.
Lá por não teres dito directamente, eu percebi, pelo teu tom, que te referias a arranjar novos amigos e a esquecer os que já tenho. Desculpa mas a vida não é assim. Até porque a vida não é algo estanque, estático, igual para todas as pessoas. Não há um código, ou melhor – não me engano e sei que infelizmente isso não é assim- , não devia haver um código que dissesse que tudo tinha que ser de certa forma.
.
Podemos afastar-nos e nós não somos crianças para saber que isso vai acontecer. Podemos não estar juntos todos os dias e nós também sabemos que isso vai acontecer. Podemos não falar todos os dias mas o que se passou nestes meses foi importante para todos nós e não se esquece só porque aparecem novas pessoas. E como não se esquece, constroe-se e depois volta a lembrar-se. Não digo que é desta forma que as pessoas devem viver afinal há bocadinho critiquei o código e agora estaria a criar um outro. Digo só que é desta forma que não esqueço as pessoas (e que as minhas pessoas não me esquecem) e provas disso, precisas fossem, eu poderia dá-las.
-
Às vezes penso apenas que os mais velhos querem ensinar-nos o tal código só porque convém, só porque lhes é tão fácil dizer que a vida tem que ser assim e eles têm, pel’o código, o dever de nos ensinar a viver (sim, eu falo d’o código porque sei que ele existe).
.