Filtros de Água

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"Recentemente fiz uma compra que me parece importante partilhar- um filtro para a água. Definitivamente não consigo beber água da torneira pelo sabor horrível que tem. Ao procurar na Internet descobri os filtros de água que possibilitam a eliminação de sabores, cheiros, metais pesados, cloro e outros elementos da água da torneira e acabam com um grande sentimento de culpa que tinha ao consumir água engarrafada.
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Alerto para as consequências de consumir água engarrafada: milhões de garrafões de plástico produzidos por ano para o efeito, além do imenso petróleo gasto na produção dos mesmos. Aconselho, por isso, a reutilizarem as garrafas e garrafões de plástico lá de casa. Podem, por exemplo, levar todos os dias a mesma garrafa de água para o trabalho.
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Realço que o plástico é um produto que não deve ser exposto a elevadas ou baixas temperaturas, por libertar uma substância cancerígena. Portanto, a água não deve estar armazenada no frigorífico em garrafas de plástico, mas sim num recipiente de vidro, assim como todos os alimentos do frigorífico. Se quiser transportar ou armazenar água ou alimentos à temperatura ambiente não há qualquer problema.
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Eu adquiri o meu filtro na loja Celeiro Dieta, mas penso que existem lojas de electrodomésticos que também vendem. Além de bebermos uma água mais saudável, sai bastante mais económico que consumir água engarrafada (pelo menos para mim que bebo muita água)."
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Eu acrescento que eles se compram mais baratos na Leroy Merlin. E reforço o que ela já disse: a água fica óptima, poupa-se no ambiente, não há necessidade de transportar garrafões de água e de ficar com menos dinheiro na carteira e aumentar a nossa pegada ecológica.
Já comprei o meu há 2 semaninhas. E vocês?
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Eu não sou ...

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... da Geração Abba e também não vi o filme que toda a gente fala. Posso, na mesma, gostar?

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[farta estou eu de ver críticas aos putos de hoje em dia, aqueles que não são da geração Beatles, ou Abba, ou Rolling Stones ou o que for - e parece que têm culpa de não ser - , e que se põem a falar como se conhecem toda a história da dita banda e blá blá blá - foi por isso que pedi licença para gostar, eu - pita de hoje em dia.]
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[de recordar que eu não faço as coisas por fazer e não digo as coisas por dizer... e a música diz umas coisas que me dizem respeito]

* P 21 / Cs 105

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Como é que fazemos quando queremos poupar o ambiente (e a carteira), tentamos imprimir um palho de papelada em formato rascunho e a impressora bloqueia a cada 1-2 páginas?
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Temos paciência, esperamos e desencravamos a impressora a cada minuto.
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Estou viva, sinhe? *

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Numa semana já foi mais de 1/4 do tráfego da internet. Ai que isto de ter limites no tráfego não é nadaaaa bom (mas é mais baratinho!)!

Quando me sentirem muito calada é porque isto não estica mais.

E com tudo o que tem acontecido acabei por não actualizar mais os milhares de posts atrasados mas também acho que não havia muito mais a actualizar tirando a parte de já ter luz, televisão (e claro internet) aka tudo o que pode ligar uma pessoa ao mundo.

* sinhe está erradamente escrito, sim?
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* M 39

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Parabéns!
Apenas tenho a dizer que é nestas alturas que devemos arranjar novos sonhos. Os que tinhamos concretizamos; agora, agora é concretizar novos e sempre, sempre assim...
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* Cs 104

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18 Set
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Já há um bocadinho de luz. Já há televisão. Mas ainda não há net e tanto que eu tenho para actualizar no blogzinho.

a ler? o quê?

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18 Setembro
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Chico, meu gato, homologamente ao Tomé.
(não parece que ele está a ler?; foto tirada a 13 de Setembro)

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* P 20

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18 Set às 06.41 (para se perceber a ideia)
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Isto de escrever à luz do computador apenas não dá lá muito jeito. O que vai valendo é já ter escrito umas centenas de páginas se juntasse tudo o que tenho escrito desde os 11 anos e voilà, já conheço o teclado. Ainda assim saem coisas bonitas às vezes ao escrever desta forma.
Bla bla bla para ilustrar que ainda não tenho luz em metade da casa. :S
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* Cs 103 / N 6/ A 8

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17 Setembro
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Porque este blog não são só pensamentos (mais e menos) profundos e porque todos nós temos futilidades de vez em quando:
Ninguém me oferece um computador e um telemóvel novos?
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Eu até faço um esforço a escrever e não digo computador e telemóvel novo *. Eu até peço com jeitinho (palavra um pouco estranha mas que dá jeito, desculpe-se a redundância).
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*Asneira, asneira. Acho por bem resguardar que não é correcto ou ainda me acusam de andar, como tanta gente, a arruinar o português.
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* P 19

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Bem que nós falámos de uma situação que aconteceu o ano passado na UE. Bem que falámos, só não sabíamos é que poderia acontecer-nos.
Sim, aparecem pior que fungos! :S
Só porque chateia, chateia e não merecemos! Não me apetece desenvolver o assunto que já o desenvolvemos na faculdade.
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[leva uma marquinha que quereria maior a dizer Preciosidades :S]
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* Cs 102

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17 Setembro
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Actualização da casa: Com sofá!
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[isto das marquinhas é só porque tenho pouca imaginação para dar títulos aos posts e assim é mais fácil; agora pûs-me a pensar que marquinha dar aqui e disse "Coisas!"; num post semelhante coloquei outras marquinhas]
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* Cs 101/ P 18

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16 Setembro
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As pessoas só se casam porque querem. Que eu saiba ninguém as leva com uma trela e as obriga a fazê-lo caso não seja a vontade delas. E nem todas as pessoas têm que casar (pensamento surgido a partir do já do comentário abaixo). Boa?
É por isso que não percebo comentários do tipo “Já é casada? Então já está nas tormentas! Também eu mas sou muito mais velha que você”, completados com um olhar de pena.
Atenção que este comentário não era, obviamente, para mim.
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* D 56

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Post de hoje, no dia certo.
Só para dizer que tenho andando tão cansada que não sou capaz de actualizar tudo o que tenho para actualizar por aqui. É por isso que vão aparecendo todos os dias alguns posts que estão escritos no computador mas que não consigo colocar por aqui no mesmo dia.
É só até habituar a todas as novidades. ;)
edit: completamente farta, parte II (ou M) das formatações do blog. :S
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* Cit 1

16 Setembro


“Sou um ser com múltiplas personalidades e continuamente me estranho.”


Fernando Pessoa

[marquinha citações para pedacinhos que não 'cabem' na marquinha livros]

* Cs 100/ D 55

16 Setembro

Fui hoje à nova faculdade mas não é a mesma coisa. A ‘magia’ do ano de caloira já foi, já não me apetece ser praxada, já não me apetece entrar naquelas brincadeiras todas. A partir de 2f vou dizer-lhes isso, aliás, até já uns quantos sabem.
Só espero mesmo é que o curso não dê para o torto aka não me ter metido em algo muito acima das minhas capacidades.

Curiosiamente, foi exactamente há um ano que me matriculei no meu primeiro primeiro ano.

Querido, 'arrumei' a casa. *

16 Setembro3h depois
*Uma versão dos queridos, pela minha mãe.

* D 54/ P 17

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16 Setembro
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Ainda sem net, sem luz e sem sofá. Com menos pó, com menos caixotes e malas e com o frigorífico mais composto. Televisão? Ainda não, comando perdido algures + incapacidade de procurar canais pela dita cuja.

* Cs 99

15 Setembro


* C 15/ Cs 98 / P 16

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15 Setembro

Ainda um dia alguém me vai explicar porque é que apenas as pessoas que vão para medicina se esforçaram ao longo do secundário e porque é que apenas os pais dessas pessoas devem ficar orgulhosos dos filhos.

Acho que ajudava se as pessoas pensassem que nem todos queremos ser médicos e, mais ainda, se pensassem na sua vida e fizessem algo para não serem os frustrados que são.

Sim, há pessoas que entraram na primeira opção e que ela não era medicina apenas porque não queriam. Boa?

Apenas porque há conversas que irritam até a mais pequeninha pedra da calçada, desculpem lá. :S

* D 53 / P 15

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15 Setembro
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De volta a Lisboa.
A partir de agora com internet ‘portátil’ que liga apenas quando lhe apetece.
Sem luz na sala e quarto, com pó das obras por todo o lado, sem televisão, sem sofá, com uma pilha de caixotes e malas e de frigorífico vazio. Se estamos instaladas? Sim, se isso for compatível com o que está acima, estamos. ;)
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* Cs 97/ N 6

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Com internet!
Talvez já não hoje mas vou actualizar os milhares de posts que já escrevi no pc para cá colocar; marquinha necessidades porque é algo extremo mesmo! Não ter internet não é nada, nada bom!; hora actualizada para Lisboa.
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* D 52/ Cs 96

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Só para lembrar que há um ano (exacto) sai das ilhas com muitos sonhos no bolso. E não me desiludi a mim própria com as expectativas, nem com o que achava capaz de fazer.
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Tanta vez que eu achei que ele (Prof R.C.) tinha razão ao dizer que só começamos mesmo a viver quando vamos estudar fora, tanto antes de ir como depois de lá estar.
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(E não me apetece escrever mais porque não é necessário e estou cansada)

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* L 24/ Cs 95

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"- (...) mas o equador passa aqui ao lado, segundo me explicaram.
- Isso do equador é uma surpresa muito grande. Qual é a sensação, chefe?
- A de estar de pernas para o ar. Ou de cabeça para baixo.
- Mas isso não é a mesma coisa?
- Não. O mundo pode estar de pernas para o ar, mas a nossa cabeça pode conservar-se no lugar. Há uma diferença."
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in Longe de Manaus, Francisco José Viegas

* L 23

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O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro.
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in Terra Sonâmbula, Mia Couto
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Simbolicamente...

Tomé, meu gato, deitado, espontâneamente, sobre algo importante e simbólico.
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* Cs 94

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Ser feliz é ter futuro e é dar futuro. Todos pensamos ser felizes e acordamos todos os dias com esse desejo. Mas ser feliz não é uma sorte, nem é ausência de problemas. É viver com sentido, com coragem, construindo o futuro e dando futuro. Isso depende de mim.
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Vasco Pinto de Magalhães in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'
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'Quem disse que o Homem não pode voar... em Liberdade?' *

foto daqui
* roubado de outra foto no olhares

* O 48/ L 22

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‘… a solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós, a solidão não é uma árvore no meio de uma planície onde só ela esteja, é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raiz.’
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in O ano da morte de Ricardo Reis
José Saramago

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Algumas vezes penso no que serei quando for velhinha e penso se fiz/farei as escolhas certas (uma forma que costumo usar para falar sobre o destino) para não ficar sozinha.
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* Cs 93/ O 47

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Como não deve ser possível de ler cá vai:
2. Tome duche acompanhado. Supondo que demora 10 minutos no duche, pode poupar cerca de 25 mil litros de água e €50 por ano, incluindo despesas com gastos no tratamento da água. Se prefere tomar banhos de imersão, pode vir a poupar mais de 29 mil litros de água por ano.
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Porque achei piada (hihihi) e porque é um conselho para poupar ( ;) ) tirado da Casa Eficiente da National Geographic. Ah, e só para saberem o quão 'verde' eu sou, este é dos únicos conselhos de poupança que não sigo. Já viram do que se lembram as pessoas? :p
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[qualidade do bom do telemóvel :S; tal como o post dos outdoors, não é recente]
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* O 46/ L 21

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‘… por que será que as palavras se servem tantas vezes de nós, vemo-las a aproximarem-se, a ameaçarem, e não somos capazes de afastá-las, de calá-las, e assim acabamos por dizer o que não queríamos, é como o abismo irresistível, vamos cair e avançamos.’
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de onde mais que d' O ano da morte de Ricardo Reis?
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É por isso que, muitas vezes, mais vale estarmos (conseguirmos estar) calados, apenas a observar.
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* Mús. 7 / Cs 92



Porque gosto, porque tem a ver com a minha vida actual e com aquilo (a esperança) que está quase a começar, por assim dizer.

* L 20 / O 45

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‘São assim os labirintos, têm ruas, travessas e becos sem saída, há quem diga que a mais segura maneira de sair deles é ir andando e virando sempre para o mesmo lado, mas isso, como temos obrigação de saber, é contrário à natureza humana.’
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de onde mais que d' O ano da morte de Ricardo Reis?
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E no entanto são tantas pessoas a fazê-lo que nos ‘obrigam’, por vezes, a pensar se ‘virar sempre para o mesmo lado’ é contra a natureza humana ou não. Eu quero acreditar que sim, que é completamente contra ela. Acredito antes que ‘ o que importa é partir, não é chegar’. Lembrem-me daqui a uns anos para ler isto e ser ainda capaz de pensar assim. Vou fazer por não mudar e acreditar e comprovar de que o que realmente importa é ir porque ‘Fomos. Chegámos? Caminhámos!’.
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E queria muito não me tornar como Ricardo Reis – ‘ a roupa suja acumula-se, o pó cai sobre os móveis e os objectos maciamente, aos poucos as coisas perdem o seu contorno como se estivessem cansadas de existir, será também o efeito de uns olhos que se cansaram de as ver’; cansado da vida, na ‘degradação final’ - ou Antero de Quental – ‘ da vida nem vale a pena nos tentarmos desfazer’.

* L 19 / O 44

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‘… um homem mesmo com os seus dois olhos intactos precisa duma luz que o preceda, aquilo em que acredita ou a que aspira, as próprias dúvidas servem, à falta de melhor.’
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Só queria que reparassem no facto, e concerteza repararam, de o h de homem ser minúsculo e não maiúsculo. Trata-se apenas e só da escrita de Saramago ser assim. Poderiam apenas achar estranho que uma feminista como eu tivesse deixado passar este pormenor daí que tenha explicado. De resto? De resto não é preciso dizer absolutamente mais nada!

* Cs 91

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[outdoors em Maio 2009, tirada com o telemóvel - daí que não esteja nada bem; 'resgatada' ontem ao cartão de memória]
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Para férias, o objectivo do outdoor, está bem pensado. Aliás não era apenas esta imagem que era mostrada; eram ainda outras de outras actividades e ilhas. De notar que nesta altura eu queria muito, muito estar pelas ilhas e não estava (o objectivo teria sido publicar naquela altura mas depois esqueci-me; agora o texto que acompanha é necessariamente diferente).
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* L 18/ O 43/ Cs 90

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‘Algumas crianças brincavam ao pé-coxinho, saltando sobre um desenho traçado a giz no chão, de casa em casa, todas com seu número de ordem, muitos são os nomes que deram a este jogo, há quem lhe chame a macaca, ou o avião, ou o céu-e-inferno, também podia ser roleta ou glória, o seu nome mais perfeito ainda será jogo do homem, assim de figura parece, com aquele corpo direito, aqueles braços abertos, o arco de círculo superior formando cabeça ou pensamento, está deitado nas pedras, olhando as nuvens, enquanto as crianças o vão pisando, insconscientes do atentado, mais adiante saberão o que custa, quando lhes chegar a vez.‘
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in O ano da morte de Ricardo Reis
José Saramago



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Apenas vai para aqui porque me faz tanto lembrar da minha infância. Faz-me mesmo lembrar das tardes da escola primária, dos jogos no pátio, dos bichinhos-de-conta que apanhávamos nos cantinhos dos jardins e guardávamos em pacotinhos de leite cortados, das brincadeiras nos pinheiros, dos jogos com os meninos, das festas de anos na cantina, de tanta, tanta coisaaa…
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E também, e como é óbvio, dos jogos da macaca desenhados toscamente, não a giz, mas com pedacinhos de telha que íamos ‘roubar’ no quintal da vizinha do lado esquerdo do pátio da minha escola primária.
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[foto do olhares, tirada aqui na terrinha pelo J.Radich]
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* O 43/ L 17

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‘O destino é a ordem suprema, a que os próprios deuses aspiram, E os homens, que papel vem a ser o dos homens, Perturbar a ordem, corrigir o destino, Para melhor, Para melhor ou para pior, tanto faz.’
in O ano da morte de Ricardo Reis
José Saramago
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‘Corrigir’, uma vez mais ‘fix things’. Às vezes o que acontece é que agimos, achamos que estamos a escolher e a ‘dar uma lição’ ao destino e, afinal, perturbamos de tal forma a ordem ou a desordem (ver post anterior) das coisas que tudo muda, e, às vezes muda muito mais do que o que queríamos.
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E acho que é por isso que não ‘corrigimos’ o destino. Provavelmente ‘corrigimos’ algo na nossa vida, como diz o Saramago, para melhor ou para pior (acho que a corrigir não se aplicará muito bem a parte do pior mas agora não me apetece pensar sobre isso) mas corrigimos porque o destino assim quer que façamos. Isto significa que estamos a mudar alguma coisa e até podemos achar que estamos a tecer o nosso destino e a mudar de caminho mas, na realidade, é o destino que quer que pensemos e ajamos assim.
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* O 42/ L 16

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‘Que é a ordem natural das coisas, Costuma dizer-se assim, pela ordem natural das coisas eu até deveria ter morrido primeiro, Como vê, as coisas não têm uma ordem natural.’
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in O ano da morte de Ricardo Reis
José Saramago

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Às vezes parece mesmo que não têm nenhuma ordem. Às vezes parece que tudo acontece por acontecer e de qualquer forma. Mas acho que é só às vezes. Outras vezes já parecem acontecer por ordem e com ordem.
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Lembrei-me agora daquelas tabelazinhas de inglês (seria no 8º ano? Talvez) com a frequência e o uso dos advérbios (no caso locuções adverbiais) mais adequados a cada frequência. O ‘sometimes’ fica lá no meio, nem mais nem menos vezes acontece, acontece tantas vezes quantas não acontece, por assim dizer – imaginemos que às vezes acontece x, às vezes acontece y, o ‘às vezes’ estar ‘no meio’ significa que x e y acontecem, aproximadamente, o mesmo número de vezes.

* O 41/ L 15

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‘Diz-se que o tempo não pára, que nada lhe detém a incessante caminhada, é por estas mesmas e sempre repetidas palavras que se vai dizendo, e contudo não falta por aí quem se impaciente com a lentidão, vinte e quatro horas para fazer um dia, imagine-se, e chegando ao fim dele descobre-se que não valeu a pena, no dia seguinte torna a ser assim, mais valia que saltássemos por cima das semanas inúteis para vivermos uma só hora plena, um fulminante minuto, se pode o fulgor durar tanto.’
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in O ano da morte de Ricardo Reis
José Saramago
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Sim, tantas vezes mais valia que ‘saltássemos’ por cima de um par de semanas e que ‘aterrássemos de para-quedas’ umas semanas à frente. Outras vezes preferiríamos ‘aterrar’ umas semanas atrás e mudar algumas coisas, ‘fix things’ como tanto diz a Meredith Grey.
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Mas acho que não se deve pensar que qualquer dia não tenha valido a pena, há é uns que recordamos por certos motivos, outros que queremos esquecer por outros tantos motivos e outros que, de tão iguais a outros, são apenas mais um dia. Ser mais um dia, acho eu, não é motivo para dizer que não vale a pena. Contudo às vezes queremos tanto uma coisa e vivemos dias tão iguais até chegarmos a ela que achamos que mais vale a pena saltar umas semanas e sim, às vezes mais vale.

* O 40

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Andei uns dias sem escrever apesar de cá passar quase todos os dias. Estive por aí a tentar passar o tempo. Andei a ler ‘O ano da morte de Ricardo Reis’ e, sinceramente, transcrevia para aqui muito mais do que aquilo que vou fazer.
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Não quer dizer que o que vai aparecer nos próximos posts principalmente o que eu comentei sejam situações que estou a viver agora. São antes pensamentos com os quais concordei/ não concordei e resolvi expressar a minha opinião.
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